{"id":2771,"date":"2026-05-14T09:54:38","date_gmt":"2026-05-14T14:24:38","guid":{"rendered":"https:\/\/antropologiasdelsur.org\/?page_id=2771"},"modified":"2026-10-02T08:30:42","modified_gmt":"2026-10-02T13:00:42","slug":"gt-friccoes-ontologicas-no-antropoceno","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/antropologiasdelsur.org\/?page_id=2771","title":{"rendered":"GT virtual 4 Fric\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas no Antropoceno"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"2771\" class=\"elementor elementor-2771\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f787005 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"f787005\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-20dbf1d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"20dbf1d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00edtulo: \"Fric\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas no Antropoceno: povos ind\u00edgenas e alian\u00e7as cosmopol\u00edticas em defesa da vida\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-33925e7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"33925e7\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3><strong>Horario<\/strong><\/h3><h4><strong>Grupo de Trabajo 4 virtual Bloque A:<\/strong><\/h4><h4><strong>D\u00eda: <\/strong>Mi\u00e9rcoles-Quarta-feira 04\/11\/2026. <strong>Hora: <\/strong>13:30-16:00 hrs. (Sur Brasil)<\/h4><h4><strong>Grupo de Trabajo 4 virtual Bloque B:<\/strong><\/h4><h4><strong>D\u00eda: <\/strong>Jueves-Quinta-feira 05\/11\/2026.<strong> Hora: <\/strong>9:00-13:00 hrs. (Sur Brasil)<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b206190 elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"b206190\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"button.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-button elementor-button-link elementor-size-sm\" href=\"https:\/\/antropologiasdelsur.org\/?page_id=6388\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-content-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-text\">Haz clic PROGRAMACI\u00d3N<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6999783 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6999783\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Coordinaci\u00f3n \/ Coordena\u00e7\u00e3o<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1fb5720 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1fb5720\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Dr. Duvan Escobar (independente, Col\u00f4mbia)<\/h4><h4>Dr. Flor\u00eancio Vaz (UFOPA, Brasil)<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-041bb1d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"041bb1d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Moderaci\u00f3n \/ Modera\u00e7\u00e3o<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-39a5e76 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"39a5e76\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Mag. Ver\u00f3nica Azpiroz (UNLa, Argentina)<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-812e844 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"812e844\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Resumen \/ Resumo<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b37714f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b37714f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Este Grupo de Trabalho prop\u00f5e debater as m\u00faltiplas formas pelas quais povos ind\u00edgenas articulam seus processos identit\u00e1rios e lutas por territ\u00f3rio frente a amea\u00e7as extrativistas, projetos de infraestrutura e aos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Partindo do reconhecimento da pluralidade ontol\u00f3gica que constitui os mundos contempor\u00e2neos, o objetivo central \u00e9 compreender como a defesa de lugares e fluxos vitais \u2014 como a \u00e1gua e a terra \u2014 e os movimentos de reorganiza\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e retomada n\u00e3o se restringem a disputas sociopol\u00edticas cl\u00e1ssicas. Ao contr\u00e1rio, tais mobiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o profundamente pautadas por alian\u00e7as cosmopol\u00edticas com mais-que-humanos, revelando modos de exist\u00eancia que desafiam as dicotomias modernas. Nesse sentido, buscamos reunir trabalhos de diversas regi\u00f5es que abordem: 1) os modos como conhecimentos ecol\u00f3gicos e pr\u00e1ticas locais sustentam a defesa territorial e a vida em seus m\u00faltiplos emaranhados; 2) as fric\u00e7\u00f5es e conflitos ontol\u00f3gicos entre os projetos homogeneizantes de Estado\/Capital e a pluralidade de mundos vividos e defendidos por essas comunidades; 3) metodologias de pesquisa colaborativa e de\/p\u00f3s\/contra-colonial que recusam a l\u00f3gica do distanciamento absoluto, priorizando a coautoria, a escuta ativa e o engajamento \u00e9tico. Convidamos pesquisadoras e pesquisadores a compartilhar etnografias e reflex\u00f5es te\u00f3ricas que tensionem as fronteiras ocidentais entre cultura e natureza, visibilizando estrat\u00e9gias mais-que-humanas de re-exist\u00eancia.<\/h4><h4><strong>Palavras-chave:<\/strong> pluralidade ontol\u00f3gica, antropoceno, cosmopol\u00edtica, reorganiza\u00e7\u00e3o \u00e9tnica, pesquisa colaborativa.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ab04b0f elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ab04b0f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Sess\u00e3o 1: Territ\u00f3rios, identidades e experi\u00eancias pedag\u00f3gicas<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6e11965 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6e11965\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'Entre o nhandereko e o jurua reko: conflitos ontol\u00f3gicos e defesa territorial Guarani no Sul do Brasil\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8364786 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8364786\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA:<\/strong> Dra.(c) B\u00e1rbara Elice da Silva de Jesus (Universidade Federal do Paran\u00e1, Paran\u00e1, Brasil)<\/h4><h4><strong>RESUMEN:<\/strong> A expans\u00e3o de grandes empreendimentos de infraestrutura no nordeste de Santa Catarina, no Sul do Brasil, tem intensificado as din\u00e2micas de encontro entre o nhandereko (modo guarani de viver) e o jurua reko (modo de viver do n\u00e3o ind\u00edgena). Ap\u00f3s tantos s\u00e9culos de colonialismo, na atualidade a legisla\u00e7\u00e3o garante a manuten\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de di\u00e1logo e de autonomia ind\u00edgena atrav\u00e9s de dispositivos como a Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT e os processos de licenciamento ambiental. Entretanto, a din\u00e2mica das rela\u00e7\u00f5es ainda opera na l\u00f3gica n\u00e3o ind\u00edgena, mesmo dentro das terras ind\u00edgenas, ocasionando situa\u00e7\u00f5es de incomensurabilidade. Nesse contexto, este trabalho movimenta-se na dire\u00e7\u00e3o de analisar processos estatais e ind\u00edgenas relacionados ao territ\u00f3rio como espa\u00e7os de conflito, tradu\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o entre mundos. Especialmente buscando reconhecer como as lideran\u00e7as Guarani Mbya t\u00eam articulado seus conhecimentos, sua cosmologia e suas tecnologias pol\u00edticas para defender o territ\u00f3rio e produzir caminhos de conflu\u00eancia diante das press\u00f5es impostas por grandes empreendimentos.<\/h4><h4>A observa\u00e7\u00e3o participante em reuni\u00f5es de consulta, oficinas de etnomapeamento, pr\u00e1ticas de fotografia, produ\u00e7\u00e3o documental e cerim\u00f4nias nas opy est\u00e1 articulada \u00e0 reflex\u00e3o conjunta com lideran\u00e7as ind\u00edgenas, priorizando metodologias colaborativas comprometidas com a escuta, a devolutiva dos resultados e o respeito aos protocolos definidos pelas pr\u00f3prias comunidades.<\/h4><h4>Pretende-se fazer perguntas ontol\u00f3gicas \u00e0s problem\u00e1ticas relacionadas ao conflito territorial, considerando as rodovias, os mapas, documentos, protocolos de consulta e demais materialidades n\u00e3o apenas como instrumentos t\u00e9cnicos, mas como elementos que participam das fric\u00e7\u00f5es entre mundos. Por fim, argumenta-se que os conflitos territoriais ultrapassam disputas fundi\u00e1rias ou ambientais, revelando tens\u00f5es entre projetos homogeneizantes de Estado e Capital e a pluralidade de formas de vida interdependentes defendidas pelos Guarani Mbya. Nesse contexto, a etnografia torna-se um exerc\u00edcio de tradu\u00e7\u00e3o cosmopol\u00edtica comprometido com a produ\u00e7\u00e3o compartilhada de conhecimento e com o reconhecimento da exist\u00eancia de m\u00faltiplos mundos.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5af9cfc elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"5af9cfc\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'Kom W\u00fc\u00f1opetun: Recuperaci\u00f3n Amplia y la disputa por la noci\u00f3n de Tierra\/Mapu\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-97595c8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"97595c8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA: <\/strong>Antrop. Antu Quintul\u00e9n Gonz\u00e1lez (Maestr\u00eda en Pol\u00edticas P\u00fablicas, Pontificia Universidad Cat\u00f3lica de Chile, Santiago, Chile)<\/h4><h4><strong>RESUMEN: <\/strong>El presente trabajo examina los efectos e impactos multidimensionales del proceso de recuperaci\u00f3n territorial impulsado por la Comunidad Contreras, una comunidad mapuche del sur de Chile. Frente a las l\u00f3gicas coloniales y extractivistas del Antropoceno que reducen el espacio de la tierra a un recurso de explotaci\u00f3n econ\u00f3mica, esta investigaci\u00f3n describe c\u00f3mo las acciones de restituci\u00f3n agitan fricciones antropol\u00f3gicas profundas al disputar el significado mismo de la Tierra\/Mapu.<\/h4><h4>\u200bA trav\u00e9s de una metodolog\u00eda cualitativa fundamentada en el trabajo de campo etnogr\u00e1fico y la realizaci\u00f3n de entrevistas semiestructuradas, se propone el concepto de Recuperaci\u00f3n Amplia (Kom w\u00fc\u00f1opetun). Este constructo te\u00f3rico-anal\u00edtico permite visibilizar que la reapropiaci\u00f3n del territorio excede por completo la matriz econ\u00f3mica de subsistencia, impactando de forma integral en la reconstituci\u00f3n del tejido comunitario. El an\u00e1lisis articula cuatro dimensiones fundamentales transformadas por este proceso: la dimensi\u00f3n econ\u00f3mica y forma de vida, la dimensi\u00f3n social y vida comunitaria, la dimensi\u00f3n cultural y la dimensi\u00f3n religiosa-espiritual.<\/h4><h4>\u200bAl entrelazar estos ejes, el estudio demuestra que el Kom w\u00fc\u00f1opetun opera como una pr\u00e1ctica de defensa de la vida donde la Mapu se vivencia como un entramado de relaciones interespecies y fuerzas cosmopol\u00edticas, y no como una propiedad inerte. En conclusi\u00f3n, la experiencia de la Comunidad Contreras aporta elementos clave para comprender las alianzas y resistencias ind\u00edgenas contempor\u00e1neas, sugiriendo que la libre determinaci\u00f3n y la restauraci\u00f3n ecol\u00f3gica mapuche son inseparables de una disputa ontol\u00f3gica contra los imperativos del capital. As\u00ed, la recuperaci\u00f3n del territorio se posiciona no solo como un acto de justicia hist\u00f3rica, sino como una alternativa civilizatoria indispensable en el escenario de crisis clim\u00e1tica global.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c03311a elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"c03311a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'La colaboraci\u00f3n como forma intercultural de estar en el mundo: lecciones sobre antropolog\u00eda colaborativa en el Wallmapu\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1981f3b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1981f3b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA: <\/strong>Antrop. Piergiorgio Di Giminiani (Pontificia Universidad Cat\u00f3lica de Chile, Chile),\u00a0Antrop. Antu Quintulen (Pontificia Universidad Cat\u00f3lica de Chile, Chile)<\/h4><h4><strong>RESUMEN:<\/strong> En esta presentaci\u00f3n, analizamos el estado actual de la antropolog\u00eda colaborativa mediante una reflexi\u00f3n autocritica sobre la implementaci\u00f3n de un proyecto colaborativo de historia oral en el Wallmapu, la tierra ancestral de los mapuches (sur de Chile). Esta experiencia se inserta en un cambio m\u00e1s amplio en la antropolog\u00eda colaborativa, desde un enfoque a cuestiones de metodolog\u00eda y \u00e9tica de la investigaci\u00f3n a uno centrado en la caracterizaci\u00f3n de la colaboraci\u00f3n como una praxis fundamental en la construcci\u00f3n del mundo ind\u00edgena, en los l\u00edmites y posibilidades de las traducciones epist\u00e9micas, y en el surgimiento de nuevas articulaciones de la interculturalidad como experiencia vivida y como proyecto pol\u00edtico en sinton\u00eda tanto con la descolonizaci\u00f3n como con las formas problem\u00e1ticas de gobernanza multicultural. La centralidad de la interculturalidad como proceso pol\u00edtico ambivalente se refleja en la presencia de preguntas \u00e9ticas sin clara respuestas respeto a la antropolog\u00eda colaborativa.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ae66d7c elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ae66d7c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"Escolar Ind\u00edgena na regi\u00e3o Baixo Tapaj\u00f3s frente \u00e0 l\u00f3gica do Capital\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4552095 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4552095\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA:<\/strong> Mag. Luana Arapiun (UFOPA, Brasil)<\/h4><h4><strong>RESUMEN:<\/strong> Historicamente imposta como instrumento de assimila\u00e7\u00e3o, a escola foi ressignificada pelos povos ind\u00edgenas, tornando-se indissoci\u00e1vel de suas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais. No Baixo Tapaj\u00f3s (PA), a Educa\u00e7\u00e3o Escolar Ind\u00edgena (EEI) atua como linha de frente dos quatorze povos da regi\u00e3o no enfrentamento \u00e0 l\u00f3gica capitalista e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o territorial. Desse modo, este trabalho objetiva analisar os modos como a EEI se integra aos processos de resist\u00eancia ind\u00edgena, a partir de duas mobiliza\u00e7\u00f5es recentes. O primeiro caso aborda a ocupa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado do Par\u00e1 (Seduc), em Bel\u00e9m (janeiro de 2025), que reivindicou a revoga\u00e7\u00e3o da Lei 10.820\/2024 \u2014 norma que impunha a substitui\u00e7\u00e3o de aulas presenciais por teleaulas, impactando drasticamente a carreira docente. O segundo caso centra-se na ocupa\u00e7\u00e3o da multinacional Cargill, em Santar\u00e9m, que culminou na revoga\u00e7\u00e3o do Decreto 12.600\/2025, o qual previa a concess\u00e3o privada e a dragagem nos rios Tapaj\u00f3s, Madeira e Tocantins. Ambas as ocupa\u00e7\u00f5es duraram cerca de um m\u00eas e contaram com a participa\u00e7\u00e3o efetiva de professores-lideran\u00e7as, gestores e estudantes. O espa\u00e7o dos protestos \u2014 a primeira ocupa\u00e7\u00e3o focada na EEI e a segunda resultando na paralisa\u00e7\u00e3o das escolas da regi\u00e3o \u2014 converteu-se em arenas de debate e assembleias onde a educa\u00e7\u00e3o figurou como pauta transversal. Conclui-se que a EEI n\u00e3o apenas reflete a luta hist\u00f3rica desses povos, mas atua como catalisadora da resist\u00eancia, potencializando a tomada de consci\u00eancia pol\u00edtica, a desnaturaliza\u00e7\u00e3o das imposi\u00e7\u00f5es e a defesa do territ\u00f3rio e dos modos de vida.<\/h4><h4><strong>Palavras-chave:<\/strong> Educa\u00e7\u00e3o Escolar Ind\u00edgena, Baixo Tapaj\u00f3s, Movimento pol\u00edtico.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0b01785 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"0b01785\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"Retomar a floresta: cosmopol\u00edticas ind\u00edgenas, fric\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas e recomposi\u00e7\u00e3o territorial em Ywy Dju (Territ\u00f3rio Sagrado), Piraquara - PR\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2fa6f5c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2fa6f5c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA:<\/strong> Dr.(c) Emerson Hideki Handa (UFPR, Curitiba, Paran\u00e1, Brasil)<\/h4><h4><strong>RESUMEN: <\/strong>Este trabalho apresenta reflex\u00f5es etnogr\u00e1ficas desenvolvidas junto \u00e0 retomada ind\u00edgena Ywy Dju (Territ\u00f3rio Sagrado), localizada na Floresta Estadual Metropolitana de Piraquara, no Paran\u00e1. Constitu\u00edda por ind\u00edgenas de diferentes etnias, com predomin\u00e2ncia Guarani Nhandewa, a retomada ocorre em uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o marcada pelo hist\u00f3rico de monoculturas florestais, disputas em torno da gest\u00e3o ambiental e tens\u00f5es entre pol\u00edticas estatais de conserva\u00e7\u00e3o e reivindica\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas de perman\u00eancia territorial.<\/h4><h4>A partir de pesquisa etnogr\u00e1fica baseada em observa\u00e7\u00e3o participante, entrevistas, caminhadas pelo territ\u00f3rio e registros audiovisuais produzidos em di\u00e1logo com os interlocutores ind\u00edgenas, analiso a retomada para al\u00e9m de uma disputa fundi\u00e1ria ou identit\u00e1ria. Argumento que Ywy Dju constitui um processo de recomposi\u00e7\u00e3o territorial orientado por alian\u00e7as cosmopol\u00edticas entre humanos e mais-que-humanos, nas quais a floresta, as \u00e1guas, as sementes, os animais, os cantos, os sonhos e os conhecimentos ancestrais participam ativamente da defesa da vida e da manuten\u00e7\u00e3o de fluxos vitais que sustentam a continuidade coletiva.<\/h4><h4>Em di\u00e1logo com os debates sobre pluralidade ontol\u00f3gica e Antropoceno, sustento que as pr\u00e1ticas de recupera\u00e7\u00e3o da mata, cultivo agroecol\u00f3gico, prote\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, fortalecimento dos v\u00ednculos comunit\u00e1rios e transmiss\u00e3o intergeracional de saberes evidenciam fric\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas entre projetos homogeneizantes do Estado e do capital e modos ind\u00edgenas de habitar e recompor o territ\u00f3rio. Nesse contexto, a retomada revela formas de resist\u00eancia que articulam mem\u00f3ria, identidade e futuro ancestral, tensionando dicotomias modernas entre natureza e cultura e oferecendo contribui\u00e7\u00f5es para compreender estrat\u00e9gias ind\u00edgenas contempor\u00e2neas de defesa da vida diante da crise ecol\u00f3gica.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7904e73 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"7904e73\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Sess\u00e3o 2: Cosmopol\u00edticas das \u00c1guas, das Matas e as \u00c9ticas do Cuidado<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3ed706e elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3ed706e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'Di\u00e1logos sobre encantados, floresta e futuro\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-64950ed elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"64950ed\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA: <\/strong>Dr. Flor\u00eancio Almeida Vaz Filho (Povo Maytapu \/ UFOPA, Brasil), Werley Thadeu Tapaj\u00f3s Bentes (Povo Tupayu \/ UFOPA, Brasil)<\/h4><h4><strong>RESUMEN:<\/strong> A coloniza\u00e7\u00e3o evangelizadora, em muitos contextos ind\u00edgenas, resultou na marginaliza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas espirituais, como a pajelan\u00e7a. Desde o s\u00e9culo XVII, mission\u00e1rios frequentemente associavam essas pr\u00e1ticas a manifesta\u00e7\u00f5es demon\u00edacas, levando \u00e0 repress\u00e3o e ao abandono de rituais tradicionais. Ind\u00edgenas que mantinham suas cren\u00e7as foram e continuam sendo estigmatizados e isolados dentro de seus pr\u00f3prios territ\u00f3rios por religi\u00f5es de matriz ocidental. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a presen\u00e7a de igrejas evang\u00e9licas em comunidades ind\u00edgenas, tamb\u00e9m vem sendo uma constante que foi ganhando for\u00e7a nos \u00faltimos tempos e realiza um papel de apagamento das pr\u00e1ticas espirituais tradicionais. Trago para uma reflex\u00e3o sobre essas viv\u00eancias e pr\u00e1ticas espirituais ind\u00edgenas, a hist\u00f3ria de vida de dona Noca, uma mulher ind\u00edgena, ribeirinha que vai morar com sua fam\u00edlia para o planalto Santareno, pois como tamb\u00e9m viviam da agricultura, a terra era boa para cultivo. Dona Noca ap\u00f3s trabalhar quase 50 anos em sua Tenda da Cabocla Herondina, se converte para a igreja evang\u00e9lica, tendo sua tenda devastada e destru\u00edda por conta da nova religi\u00e3o e tendo que mudar sua forma de cultuar e vivenciar sua pr\u00f3pria espiritualidade. Em uma conversa, dona Noca me diz da insist\u00eancia da filha em convert\u00ea-la para a Assembleia de Deus. \u201cEla est\u00e1 metendo na minha cabe\u00e7a isso, e est\u00e1 assim indeciso, eu n\u00e3o sei, Deus \u00e9 quem sabe n\u00e9? Mas por enquanto se chegar uma pessoa para mim consertar, para mim puxar a barriga, pra mim fazer um banho eu fa\u00e7o, fa\u00e7o mesmo (Dona Noca, 2018).\u201d A reflex\u00e3o vai se orientar na concep\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica do cuidado, nos termos de Bellacasa (2023), atrav\u00e9s de uma pol\u00edtica de compromisso e de obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica com uma ontologia de mundos mais que humanos e, nos termos de Sueli Carneiro (2020, 115) que redireciona a obriga\u00e7\u00e3o patriarcal em sentimento de compaix\u00e3o, que permite cuidar do mundo, reeduc\u00e1-lo sem dor e sem opress\u00e3o.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9c32ee4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"9c32ee4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'A mulher que cuida, tamb\u00e9m resiste e tem convic\u00e7\u00e3o. A resist\u00eancia de uma mulher sacaca do baixo Tapaj\u00f3s\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-022a462 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"022a462\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA:<\/strong> Mestrando Paulo Victor Miranda Ferreira (PPGAA, UFOPA, Santar\u00e9m, Brasil), Dra. Lucybeth Camargo de Arruda (PPGAA, UFOPA, Santar\u00e9m, Brasil)<\/h4><h4><strong>RESUMEN:<\/strong> A coloniza\u00e7\u00e3o evangelizadora, em muitos contextos ind\u00edgenas, resultou na marginaliza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas espirituais, como a pajelan\u00e7a. Desde o s\u00e9culo XVII, mission\u00e1rios frequentemente associavam essas pr\u00e1ticas a manifesta\u00e7\u00f5es demon\u00edacas, levando \u00e0 repress\u00e3o e ao abandono de rituais tradicionais. Ind\u00edgenas que mantinham suas cren\u00e7as foram e continuam sendo estigmatizados e isolados dentro de seus pr\u00f3prios territ\u00f3rios por religi\u00f5es de matriz ocidental. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a presen\u00e7a de igrejas evang\u00e9licas em comunidades ind\u00edgenas, tamb\u00e9m vem sendo uma constante que foi ganhando for\u00e7a nos \u00faltimos tempos e realiza um papel de apagamento das pr\u00e1ticas espirituais tradicionais. Trago para uma reflex\u00e3o sobre essas viv\u00eancias e pr\u00e1ticas espirituais ind\u00edgenas, a hist\u00f3ria de vida de dona Noca, uma mulher ind\u00edgena, ribeirinha que vai morar com sua fam\u00edlia para o planalto Santareno, pois como tamb\u00e9m viviam da agricultura, a terra era boa para cultivo. Dona Noca ap\u00f3s trabalhar quase 50 anos em sua Tenda da Cabocla Herondina, se converte para a igreja evang\u00e9lica, tendo sua tenda devastada e destru\u00edda por conta da nova religi\u00e3o e tendo que mudar sua forma de cultuar e vivenciar sua pr\u00f3pria espiritualidade. Em uma conversa, dona Noca me diz da insist\u00eancia da filha em convert\u00ea-la para a Assembleia de Deus. \u201cEla est\u00e1 metendo na minha cabe\u00e7a isso, e est\u00e1 assim indeciso, eu n\u00e3o sei, Deus \u00e9 quem sabe n\u00e9? Mas por enquanto se chegar uma pessoa para mim consertar, para mim puxar a barriga, pra mim fazer um banho eu fa\u00e7o, fa\u00e7o mesmo (Dona Noca, 2018).\u201d A reflex\u00e3o vai se orientar na concep\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica do cuidado, nos termos de Bellacasa (2023), atrav\u00e9s de uma pol\u00edtica de compromisso e de obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica com uma ontologia de mundos mais que humanos e, nos termos de Sueli Carneiro (2020, 115) que redireciona a obriga\u00e7\u00e3o patriarcal em sentimento de compaix\u00e3o, que permite cuidar do mundo, reeduc\u00e1-lo sem dor e sem opress\u00e3o.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1095429 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"1095429\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'Ndaa-tyuaa \u00d1omndaa: cosmopol\u00edtica y luchas por la vida en la Costa Chica de Guerrero, M\u00e9xico\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2218031 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2218031\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA: <\/strong>Dr. Ever S\u00e1nchez Osorio (Secretaria de Ciencia, Humanidades, Tecnolog\u00eda e Innovaci\u00f3n \u2013 IXM-Secihti \/ Instituto de Investigaciones Sociol\u00f3gicas de la Universidad Aut\u00f3noma Benito Ju\u00e1rez de Oaxaca, Oaxaca, M\u00e9xico),\u00a0Dr. Manuel Garza Zepeda\u00a0(Instituto de Investigaciones Sociol\u00f3gicas, Universidad Aut\u00f3noma Benito Ju\u00e1rez de Oaxaca, Oaxaca, M\u00e9xico)<\/h4><h4><strong>RESUMEN: <\/strong>La reflexi\u00f3n se ubica en la Regi\u00f3n Costa Chica del Estado de Guerrero, M\u00e9xico, con el pueblo amuzgo (que se nombra Nn\u2019anncue \u00d1omndaa &#8211; hombres que hablan la palabra del agua) que habita los municipios de Ometepec, Tlacoachistlahuaca y Xochistlahuaca. El objetivo de la ponencia es mostrar en diversos contenidos de la cosmovisi\u00f3n y las pr\u00e1cticas \u00d1omndaa la presencia de elementos antag\u00f3nicos a la organizaci\u00f3n de la vida en torno a la reproducci\u00f3n del capital. La sabidur\u00eda y sentir-pensar el mundo \u00d1omndaa reconoce un orden c\u00f3smico que incluye agua (r\u00edos, arroyos, cascadas), viento, lluvia, piedras, flora, fauna, seres fant\u00e1sticos y guardianes que constituyen Ndaa-Tyuaa (agua-tierra). Una expresi\u00f3n que define al territorio, la existencia humana y no humana en interacci\u00f3n (a veces en tensi\u00f3n) manifiesta en la vida cotidiana. La sabidur\u00eda \u00d1omndaa se despliega en diferentes \u00e1mbitos y procesos de la vida: la organizaci\u00f3n social, la pol\u00edtica, la religi\u00f3n, la salud-enfermedad, la agricultura, la lengua, el telar y la vida-muerte, por mencionar algunos. En ellos existen pr\u00e1cticas y rituales espec\u00edficos que trascienden lo humano para vincularse con seres y esp\u00edritus que inciden en el bien-estar comunitario. En Ndaa-Tyuaa \u00d1omndaa (territorio amuzgo), a trav\u00e9s del calendario \u00d1omndaa (Ncuee \u2018Om o semana amuzga), se definen d\u00edas espec\u00edficos en los que la poblaci\u00f3n puede realizar determinadas actividades que favorecen al cuidado y protecci\u00f3n de Ndaa-Tyuaa, por ejemplo, sembrar, cosechar, pescar, cazar, hacer el bien o hacer el mal. El calendario \u00d1omndaa se relaciona adem\u00e1s con dos seres guardianes que protegen al Ndaa-Tyuaa en el mundo de la tierra y el agua: el se\u00f1or del monte sombrerudo Stoo y el se\u00f1or del agua Tsan Ts\u2019oom Tsjo. Estos seres guardianes ayudan o castigan, dependiendo de la conducta de las personas: si se portan bien, si hacen da\u00f1o o abusan de los recursos comunes de la poblaci\u00f3n.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3922b60 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3922b60\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'Janulari (tigre) ya cutipo al ni\u00f1o otra vez': sobre seres m\u00e1s-que-humanos y cuidados infantiles\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6f03bd9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6f03bd9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA:<\/strong> Mag. Juana Cabrera (UFSCar, Per\u00fa), Mag. Juan Quisto (UFSCar, Per\u00fa)<\/h4><h4><strong>RESUMEN:<\/strong> En la vida cotidiana urarina, incluso en actividades consideradas prosaicas, se despliegan pr\u00e1cticas fundamentales para el cuidado y la reproducci\u00f3n de la vida. En el contexto de una fiesta con masato, por ejemplo, se puede ver c\u00f3mo un hombre se aparta moment\u00e1neamente de una conversaci\u00f3n animada para atender la solicitud de una madre afligida: toma un peque\u00f1o recipiente con leche materna y comienza a icararla. Tras susurrar palabras sobre la sustancia, cubri\u00e9ndola con las manos para evitar que estas se dispersen, devuelve el contenido a la madre, quien lo ofrece al beb\u00e9. Este gesto puede repetirse varias veces, hasta contrarrestar posibles intromisiones de seres m\u00e1s-que-humanos (cutipos) en el desarrollo del cuerpo infantil. Proponemos analizar c\u00f3mo, en el contexto del pueblo Urarina, los cuidados posteriores al parto constituyen un pilar central en la construcci\u00f3n del cuerpo, en un escenario marcado por la pluralidad m\u00e9dica y por profundas desatenciones estatales en materia de salud. Sostenemos que este proceso implica una relaci\u00f3n constitutiva con los seres m\u00e1s-que-humanos que habitan el mundo, y que no puede comprenderse \u00fanicamente desde categor\u00edas biom\u00e9dicas. Asimismo, argumentamos que el acceso a los limitados servicios de salud estatales no es percibido como contradictorio con estas pr\u00e1cticas, sino que forma parte de itinerarios terap\u00e9uticos complejos, en los que coexisten y se articulan distintos reg\u00edmenes de conocimiento y cuidado. Este an\u00e1lisis se basa en m\u00e1s de una d\u00e9cada de trabajo en la cuenca del r\u00edo Chambira, incluyendo cuatro a\u00f1os y medio de permanencia en el medio Chambira en el marco de un puesto de salud gestionado por una ONG alemana y el Estado peruano, as\u00ed como en numerosas conversaciones en las que articulamos experiencias, conocimientos y reflexiones situadas desde nuestras distintas trayectorias.<\/h4><h4><strong>Palabras clave:<\/strong> Pueblo Urarina, Fabricaci\u00f3n del Cuerpo, Pr\u00e1cticas de cuidado, Relaciones m\u00e1s-que-humanas.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2918508 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2918508\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Ponencia \/ Apresenta\u00e7\u00e3o. T\u00edtulo: \"'Derechos de un r\u00edo lleno de gentes: el caso del Mara\u00f1\u00f3n desde la cosmovisi\u00f3n kukama\"<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-24faa3b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"24faa3b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>AUTOR\u00cdA:<\/strong> Dr.(c) Arthur Imbassahy (Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social &#8211; Museu Nacional, UFRJ, Brasil)<\/h4><h4><strong>RESUMEN: <\/strong>En 2024, el r\u00edo Mara\u00f1\u00f3n, uno de los principales tributarios del r\u00edo Amazonas, fue reconocido como titular de derechos en una decisi\u00f3n hist\u00f3rica en la Amazon\u00eda peruana. Esto ocurri\u00f3 tras a\u00f1os de derrames de petr\u00f3leo en la regi\u00f3n y de luchas de organizaciones ind\u00edgenas kukama en defensa del r\u00edo Mara\u00f1\u00f3n.<\/h4><h4>Esta decisi\u00f3n se inscribe en el marco de los Derechos de la Naturaleza, que pretende invertir la l\u00f3gica occidental del antropocentrismo hacia el ecocentrismo, a trav\u00e9s de una normatividad escrita, en forma de leyes y sentencias judiciales, dirigidas principalmente al Estado y a grandes corporaciones en contextos de explotaci\u00f3n de recursos naturales. Su efectividad, sin embargo, var\u00eda. En el caso del r\u00edo Mara\u00f1\u00f3n, a\u00fan debe ser implementada. Este marco asume que dicho reconocimiento jur\u00eddico corresponde a lo que los pueblos ind\u00edgenas piensan sobre la naturaleza. Presupone as\u00ed una continuidad entre los Derechos de la Naturaleza y las cosmovisiones ind\u00edgenas.<\/h4><h4>En este trabajo, a trav\u00e9s de la investigaci\u00f3n de las m\u00faltiples formas de relaci\u00f3n con el r\u00edo, las cochas y los seres no humanos vivientes del agua, buscamos investigar las posibilidades de colaboraci\u00f3n y fricciones entre esas distintas ontolog\u00edas. Por un lado, la conceptualizaci\u00f3n del r\u00edo como titular de derechos o persona jur\u00eddica. Por otro, los relatos kukama sobre las diferentes formas de ser gente, categor\u00eda en constante disputa y transformaci\u00f3n.<\/h4><h4>Proponemos as\u00ed examinar etnogr\u00e1ficamente qu\u00e9 significan los derechos no humanos para los kukama, tomando en consideraci\u00f3n la inestabilidad de la categor\u00eda de gente y las negociaciones cotidianas con otros tipos de seres, cuyas normas de convivencia se transmiten tradicionalmente a trav\u00e9s de relatos orales. Nos preguntamos si las normas de convivencia presentes en estos relatos pueden traducirse a ley sin perder su efectividad, cu\u00e1l es su relaci\u00f3n con los Derechos de la Naturaleza, y para qui\u00e9n est\u00e1n escritos estos derechos.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo: \u00abFric\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas no Antropoceno: povos ind\u00edgenas e alian\u00e7as cosmopol\u00edticas em defesa da vida\u00bb Horario Grupo de Trabajo 4 virtual Bloque A: D\u00eda: Mi\u00e9rcoles-Quarta-feira 04\/11\/2026. Hora: 13:30-16:00 hrs. (Sur Brasil) Grupo de Trabajo 4 virtual Bloque B: D\u00eda: Jueves-Quinta-feira 05\/11\/2026. Hora: 9:00-13:00 hrs. (Sur Brasil) Haz clic PROGRAMACI\u00d3N Coordinaci\u00f3n \/ Coordena\u00e7\u00e3o Dr. Duvan Escobar (independente,<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antropologiasdelsur.org\/?page_id=2771\" class=\"more-link themebutton\">Leer m\u00e1s<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2771","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/P7en3k-IH","jetpack-related-posts":[{"id":2690,"url":"https:\/\/antropologiasdelsur.org\/?page_id=2690","url_meta":{"origin":2771,"position":0},"title":"Grupos de Trabajo","author":"Annel Mej\u00edas","date":"13\/05\/2026","format":false,"excerpt":"El 3er Congreso Internacional de Antropolog\u00edas del Sur 2026 anuncia los Grupos de Trabajo (GTs) aprobados, en sus dos modalidades: presencial y virtual.Para inscribir su ponencia (individual o grupal), revise el Grupo de Trabajo m\u00e1s acorde a su tem\u00e1tica y, luego, lea las indicaciones y c\u00f3mo inscribirse AQU\u00cd.\/O 3\u00ba Congresso\u2026","rel":"","context":"Entrada similar","block_context":{"text":"Entrada similar","link":""},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":6388,"url":"https:\/\/antropologiasdelsur.org\/?page_id=6388","url_meta":{"origin":2771,"position":1},"title":"PROGRAMACI\u00d3N","author":"Annel Mej\u00edas","date":"11\/09\/2026","format":false,"excerpt":"Compartimos el PROGRAMA GENERAL del 3er Congreso Internacional de Antropolog\u00edas del Sur 2026. 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