Título: "Mobilidades em contextos de crise: migração, trabalho e experiências sociais no Sul Global: A Amazônia como rota, fronteira e espaço de inserção migratoria"
Coordinación / Coordenação
Dr. Sidney Antonio da Silva (Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Brasil)
Mag. Eduardo José Weffer Villarroel (Universidad Pedagógica Experimental Libertador-UPEL/ Universidade Federal do Amazonas – UFAMUFAM, Venezuela)
Moderación / Moderação
Dra. Silvia Katherine Pacheco Teixeira (Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Brasil)
Resumen / Resumo
Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas dedicadas à análise das mobilidades humanas em contextos contemporâneos marcados por crises políticas, econômicas e humanitárias no Sul Global. Em um cenário de intensificação dos deslocamentos internacionais, interessa compreender como diferentes regimes migratórios, mercados de trabalho e dinâmicas sociais produzem formas diversas de inserção, exclusão e permanência.
O GT acolhe contribuições que privilegiem abordagens etnográficas e análises situadas sobre as experiências sociais da migração, com ênfase nas articulações entre mobilidade, trabalho (formal e informal), processos educativos, infâncias e juventudes migrantes, redes sociais e práticas cotidianas.
Embora não se restrinja a uma região específica, o GT destaca a Amazônia como um espaço estratégico para reflexão, compreendida como rota migratoria internacional, zona de fronteira e contexto de múltiplas possibilidades de inserção social. A partir desse e de outros contextos, busca-se problematizar categorías universalizantes e contribuir para o fortalecimento de perspectivas ancoradas nas antropologias do Sul.
Objetivos:
Analisar as dinâmicas socioculturais das migrações contemporâneas em contextos do Sul Global, com ênfase na Amazônia enquanto rota e espaço de inserção migratória, problematizando as interseções de raça, gênero e clase que estruturam os processos de mobilidade, permanência e deslocamento em cenários de crise ambiental, econômica e política.
Examinar as maneiras pelas quais as políticas de controle de fronteiras e as dinâmicas sociais de exclusão afetam a subjetividade, as memórias coletivas e a vida coletiva das populações migrantes e refugiadas, gerando opacidades estratégicas — como dissimulação coletiva e dupla ausência — diante do controle estatal e capitalista.
Tornar visíveis as experiências de resistência, memória e autonomía construídas por comunidades migrantes e refugiadas que forjam alternativas vitais contra a racialização estrutural e a extrema precariedade do trabalho.
Promover metodologias participativas e descolonizadoras na pesquisa antropológica, como a etnografia colaborativa e as contranarrativas, para influenciar as agendas estatais e conscientizar as populações «»nativas»» sobre a desumanização do outro, promovendo uma «nomadologia» contra a sobrecodificação colonial.
Ponencia / Apresentação 1. Título: "Ações e redes de solidariedade junto aos migrantes venezuelanos em Manaus – Amazonas"
AUTORÍA: Mag. Bruno Mateus de Lima Coutinho (Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: O estudo em questão está vinculado à linha de pesquisa «»A cidade e o urbano, migrações, patrimônios e territórios»» do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e ao grupo de pesquisa de Estudos Migratórios na Amazônia (GEMA). A temática é a migração e a atuação das diversas redes de solidariedade que existem na cidade de Manaus que é uma das capitais brasileiras com maior número de migrantes venezuelanos. A pesquisa busca retratar o cenário sociopolítico que ensejou o aumento da migração de venezuelanos para o Brasil, além de identificar quais as principais problemáticas vivenciadas pelos venezuelanos a partir de estudos antropológicos, e como se apresentam os limites e os desafios das redes de solidariedade de Manaus (Amazonas) no atendimento e inserção social dos venezuelanos. A mobilidade humana, no que se refere a migrantes, apátridas e refugiados, é um fenômeno histórico e ficou nítido quando da acolhida de um número expressivo migrantes que buscaram e continuam buscando auxílio e ajuda humanitária na região amazônica, em função da crise política na Venezuela acentuada desde 2013, após a morte do então presidente bolivariano Hugo Chávez (1954-2013). Essa população está à margem do acesso às políticas públicas, e por consequência, acabam sofrendo violações formais e simbólicas que possibilitam formas de exclusão social e cidadania, uma vez que a questão da migração não está na pauta de prioridades do poder público nacional. Diante desse cenário, verifica-se uma eloquente atuação de redes de solidariedade que compõem um credo de vida que é a própria dignidade humana. As redes de solidariedade são manifestações do caráter religioso na sociedade a partir da cidadania, hospitalidade e acolhimento. E, no caso dos migrantes venezuelanos, as redes de solidariedade atuantes no Brasil têm sido importantes agentes sociais para o condicionamento da vida objetiva e moral dessa população.
Palavras-chave: migração, redes de solidariedade, antropologia, Venezuela, Brasil.
Ponencia / Apresentação 2. Título: "Na Praça dos Remédios: migrantes cenezuelanos, trabalho informal e as artes de fazer na “Cracolândia” amazônica"
AUTORÍA: Mag. Alexandre Alberto da Cunha (Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: O estudo em tela analisa a experiência de migrantes venezuelanos na Praça dos Remédios, centro histórico de Manaus, um território estigmatizado pela mídia como “cracolândia”. A partir de 15 meses de etnografia implicada (2024-2025), acompanhei a rotina de ambulantes venezuelanos que vendem bananas e frutas na parte baixa da praça, intercalando suas atividades com a presença de usuários de crack, flanelinhas, carregadores de estivas e agentes da Zona Azul. Diferentemente das narrativas midiáticas que reduzem a praça a uma zona de perigo e desordem, a pesquisa revela um cotidiano marcado por pactos tácitos de convivência, códigos informais de proteção e redes de solidariedade que envolvem tanto migrantes quanto a população em situação de rua. Descrevo as táticas que essas pessoas desenvolvem para sobreviver, ou seja, desmontar barracas em segundos diante da fiscalização, compartilhar alimentos, vigiar pertences coletivamente, e acionar alianças com comerciantes locais. A pesquisa também discute como a política de “revitalização” do centro de Manaus, que culminou no cerco da Praça dos Remédios em agosto de 2025, dispersou migrantes e pessoas em situação de rua para abrigos, para a Praça da Matriz, para a feira Manaus moderna ou para o bairro do Educandos, evidenciando que a gestão da pobreza na cidade opera por meio de uma geografia do provisório e do deslocamento forçado. A etnografia situada mostra que, na Amazônia contemporânea, a fronteira entre migrante, morador de rua e usuário de drogas é porosa e muitas vezes indistinta, desafiando categorias universalizantes e reivindicando visibilidade para essas experiências.
Palavras-chave: Migração venezuelana; Praça dos Remédios; trabalho informal; antropologia implicada; Amazônia.
Ponencia / Apresentação 3. Título: "Cartografías de la resistencia: El nicho etnolingüístico Petra Reyes y la transterritorialidad del pueblo indígena Mapoyo"
AUTORÍA: M.Sc. Jeyni González Tabarez, Marvin Carias Bastidas (Laboratorio de Etnohistoria y Oralidad, Centro de Antropología, Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas -IVIC, Venezuela), Marvin Carias Bastidas (Representante del Nicho Etnolingüístico Mapoyo «Petra Reyes», Venezuela)
RESUMEN / RESUMO: Esta ponencia narra la experiencia de creación del nicho etnolingüístico Petra Reyes del pueblo Mapoyo, una iniciativa que evidencia el tránsito constante entre el territorio tradicional de El Palomo (Edo. Bolívar) y el entorno urbano de Puerto Ayacucho. Lejos de representar desarraigo, esta movilidad es concebida como una estrategia vital de persistencia para acceder a servicios básicos (salud y educación), empleo y desarrollo económico.
Impulsado por el deseo de transformar la ciudad en un espacio de resistencia, el nicho utiliza la lengua y la memoria como herramientas vivas de acción. En este proceso, la participación de la familia Carías Bastidas ha sido clave para reconstruir la memoria histórica, garantizando que las nuevas generaciones urbanas mantengan el vínculo con su territorio ancestral frente a las presiones de la homogeneización lingüística y sociocultural.
Desde el punto de vista analítico, este relato etnográfico busca descentrar las visiones estatales sobre el desplazamiento indígena. Se reivindica la capacidad de los Mapoyo para habitar y transformar los espacios que recorren, desafiando perspectivas exógenas que confinan su existencia a geografías estáticas. Argumentamos que la vitalidad cultural se nutre de la articulación entre el territorio de origen y la construcción de un habitar en el contexto urbano, siendo las travesías de movilidad una herramienta útil para representar esta dinámica y comprenderla.
En última instancia, esta ponencia es un testimonio del trabajo colaborativo entre portadores de conocimiento y la academia. Propone entender la identidad Mapoyo a través del concepto de transterritorialidad, donde el desplazamiento se convierte en una estrategia fundamental de supervivencia, y el nicho etnolingüístico actúa como un espacio vital de reconfiguración política, transmisión intergeneracional y fortalecimiento identitario a través de la Educación Propia.
Ponencia / Apresentação 4. Título: "Migración e identidad: los Waraos y su travesía desde el Delta del Orinoco hasta el Cerrado Cuiabano, Brasil"
AUTORÍA: Omar Miguel Olivares Agreda (Universidad Federal de la Integración Latinoamericana – UNILA, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: El presente estudio aborda el proceso migratorio del pueblo Warao desde el Delta del Orinoco, Venezuela, hasta la ciudad de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, analizando las transformaciones y continuidades identitarias que emergen en contextos de movilidad. El objetivo es comprender cómo las comunidades warao articulan estrategias de adaptación y reproducción cultural en escenarios marcados por la migración, considerando las particularidades de su condición de pueblo indígena transnacional. La investigación combinó revisión bibliográfica y trabajo etnográfico. En una primera etapa se realizó un levantamiento de información histórica, antropológica y demográfica sobre el pueblo Warao y sus desplazamientos. Posteriormente, mediante observación participante y conversaciones con interlocutores indígenas, se desarrolló trabajo de campo en la comunidad Janoko Consolata, en Cuiabá, y en comunidades del estado Delta Amacuro, Venezuela. Este abordaje permitió establecer un diálogo entre las experiencias de quienes migraron y aquellas de quienes permanecen en el territorio de origen. Las observaciones realizadas sugieren que la actual migración warao puede ser comprendida dentro de una trayectoria histórica más amplia de movilidades vinculadas a factores ambientales, económicos y sociales. Asimismo, el trabajo de campo permitió identificar indicios de procesos de adaptación y reconfiguración cultural en los nuevos contextos de residencia, así como la permanencia de determinadas referencias identitarias entre los interlocutores. A partir de las experiencias y narrativas recogidas, la investigación busca contribuir a las discusiones antropológicas sobre movilidad indígena, etnicidad y reproducción cultural en contextos transnacionales.
Palabras clave: Warao; migración indígena; etnografía; identidad étnica; transnacionalidad.
Ponencia / Apresentação 5. Título: "(Viol) Ações e redes de solidariedade junto aos migrantes venezuelanos em Manaus - Amazonas"
AUTORÍA: Mag. Bruno Mateus de Lima Coutinho (Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: O estudo em questão está vinculado à linha de pesquisa «A cidade e o urbano, migrações, patrimônios e territórios» do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e ao grupo de pesquisa de Estudos Migratórios na Amazônia (GEMA). A temática é a migração e a atuação das diversas redes de solidariedade que existem na cidade de Manaus que é uma das capitais brasileiras com maior número de migrantes venezuelanos. A pesquisa busca retratar o cenário sociopolítico que ensejou o aumento da migração de venezuelanos para o Brasil, além de identificar quais as principais problemáticas vivenciadas pelos venezuelanos a partir de estudos antropológicos, e como se apresentam os limites e os desafios das redes de solidariedade de Manaus (Amazonas) no atendimento e inserção social dos venezuelanos. A mobilidade humana, no que se refere a migrantes, apátridas e refugiados, é um fenômeno histórico e ficou nítido quando da acolhida de um número expressivo migrantes que buscaram e continuam buscando auxílio e ajuda humanitária na região amazônica, em função da crise política na Venezuela acentuada desde 2013, após a morte do então presidente bolivariano Hugo Chavez (1954-2013). Essa população está à margem do acesso às políticas públicas, e por consequência, acabam sofrendo violações formais e simbólicas que possibilitam formas de exclusão social e cidadania, uma vez que a questão da migração não está na pauta de prioridades do poder público nacional. Diante desse cenário, verifica-se uma eloquente atuação de redes de solidariedade que compõem um credo de vida que é a própria dignidade humana. As redes de solidariedade são manifestações do caráter religioso na sociedade a partir da cidadania, hospitalidade e acolhimento. E, no caso dos migrantes venezuelanos, as redes de solidariedade atuantes no Brasil têm sido importantes agentes sociais para o condicionamento da vida objetiva e moral dessa população.
Palavras-chave: migração, redes de solidariedade, antropologia, Venezuela, Brasil.
Ponencia / Apresentação 6. Título: "Emigración internacional hondureña y remesas familiares: tendencias y relación en el período 1990–2024"
AUTORÍA: Maestrando Elias Josue Hernandez Zolano (PPGDRS, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Paraná, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: En los últimos años, Honduras ha experimentado un aumento de la emigración internacional, que ha coincidido con un crecimiento sostenido de las remesasfamiliares internacionales, principalmente provenientes de hondureños en Estados Unidos, país que concentra más del 94 % de estos flujos. Este proceso ha transformado la estructura social y económica, convirtiendo a las remesas en una de las principales fuentes de ingreso nacional. Este artículo analiza la emigración hondureña y su relación con el incremento de las remesas, paracomprender la asociación entre el aumento de migrantes y este flujomonetarioen la calidad de vida de los hogares receptores. La metodologíafue exploratoria, cualitativa y descriptiva, basada en revisión de literatura científica y análisis de datos secundarios del Banco Mundial, Banco Central de Honduras, Instituto Nacional de Estadística y IPUMS, período 1990–2024. Los resultados muestran que las remesas pasaron de 124 millones de dólares en 1995 a más de 9.532 millones en 2024, equivalente al 26.27 % del PIB. Este incremento coincide con la emigración hacia Estados Unidos; a mayor número de emigrantes, mayor flujo de remesas. Los principalesdepartamentos receptores son Francisco Morazán y Cortés, y cerca del 29.5 % de la población ha sido beneficiaria, destinados principalmente al consumo corriente. En conclusión, emigración y remesas sostienen la economía familiar y nacional, pero la dependencia creciente resalta la necesidad de políticas que promuevan su uso productivo y fortalezcan el desarrollo sostenible en Honduras.
Palabras clave: emigración; remesas familiares internacionales; geográfica. honduras.
Ponencia / Apresentação 7. Título: "Migración internacional en el Triángulo Norte de Centroamérica -TNCA- (1990–2024): Guatemala, Honduras y El Salvador"
AUTORÍA: Maestrando Elias Josue Hernandez Zolano (PPGDRS, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Paraná, Brasil), Lcda. Cindy Yolibeth Hernandez Zolano (Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Foz, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: La migración internacional proveniente del Triángulo Norte de Centroamérica, integrado por Guatemala, Honduras y El Salvador, constituye uno de los fenómenos sociales más complejos, persistentes y multidimensionales de la región latinoamericana en las últimas décadas. Este artículo tiene como objetivo analizar la migración internacional del Triángulo Norte de Centroamérica. Metodológicamente, el estudio se sustenta en un enfoque cualitativo-cuantitativo, basado en una revisión bibliográfica sistemática y documental de informes de organismos internacionales, entre ellos la OIM, la CEPAL y el Banco Mundial, así como en el uso de datos secundarios provenientes de fuentes nacionales e internacionales. La migración de esta región tiene como principal destino de atracción a los Estados Unidos de América, donde para el año 1970 se encontraban 117.300 inmigrantes residiendo en dicho país, cifra que supera en 2024 los 6 millones de personas. A su vez, la migración de esta población responde a una combinación de factores estructurales históricos, como la pobreza, la desigualdad, la violencia y la exclusión social, cuya intensidad varía de manera significativa en cada contexto nacional. Por otro lado, las remesas familiares monetarias representan un componente fundamental de las economías nacionales, alcanzando en 2024 aproximadamente el 19,0 %, 26,3 % y 24,3 % del PIB, respectivamente por país. Se concluye que la migración se configura como un fenómeno estructural y sostenido en el tiempo, con profundas implicaciones en las dinámicas demográficas, económicas y sociales de la región.
Palabras claves: Migración internacional. Triángulo Norte de Centroamérica. Remesas Familiares. Estados Unidos de América.