GT presencial 15 Etnicidade e vulnerabilidade

Título: "Etnicidade e vulnerabilidade"

Coordinación / Coordenação

Dr. Jurandir de Souza (UNILA, Brasil)

Dr. Marcelo Rossal (UDELAR, Uruguai)

Moderación / Moderação

Dr. Zeno Crocetti (UNILA, Brasil)

Resumen / Resumo

Na América Latina o empobrecimento de determinados segmentos sociais, tem avançado paralelamente ao histórico de desproteção social em que estes estão submetidos. Neste cenário, identificamos uma parcela significativa da população reconhecida como população em “situação de rua” presentes na América Latina (AL), condicionada pelos processos das formações sociais locais/globais de origem escravista e de capitalismo dependente.

Ponencia / Apresentação 1. Título: "A cor da rua"

AUTORÍA: Dr. Jurandir de Souza (UNILA, Brasil)

RESUMEN / RESUMO: O processo de ocupação urbana têm demonstrado um cenário preocupante nos últimos anos, e notadamente devastador quando tratamos da presença crescente de pessoas em situação de rua. Nas grandes cidades estes números têm sido a tônica para que gestores públicos, representantes dos movimentos socais e instituições de segurança têm mantido a ordem social, utilizando mecanismos caracterizados pela displicência, inabilidade e violência simbólica, e por vezes, pela violência de fato, recrudescendo a difícil relação entre a Cultura e o Poder. Isto têm mantido nas ruas um número alto de vulneráveis, na sua maioria negros e ou descendente de negros, que transitam num círculo vicioso geracional de ausência de direitos e suscetível a práticas atrozes.

Ponencia / Apresentação 2. Título: "Estudos sobre a antropologia das populações em situação de rua e desigualdades"

AUTORÍA: Dr. Marcelo Rossal (UDELAR, Uruguai)

RESUMEN / RESUMO: Na América Latina o empobrecimento de determinados segmentos sociais, tem avançado paralelamente ao histórico de desproteção social em que estes estão submetidos. Neste cenário, identificamos uma parcela significativa de pessoas reconhecidas como população em “situação de rua”, condicionada a processos de formações sociais locais/globais de origem escravista e de capitalismo dependente. Observa-se que as populações de origem africanas e povos originários, indígenas são os segmentos mais afetados por violações de direitos humanos, envolvendo superexploração do trabalho e processos discriminatórios fundados na raça, no gênero e outras interseccionalidades.

E como um todo, também percebemos as atuais modulações de aspectos migratórios, violências institucionais (cárceres e hospícios) e expulsões de sujeitos marginalizados de bairros populares, situações que têm recrudescido as ações de descaso social e aviltamento político.