SERIES FOTOGRÁFICAS DE LA MUESTRA EN ANTROPOLOGÍA VISUAL 3ER CONGRESO INTERNACIONAL DE ANTROPOLOGÍAS DEL SUR 2026 / SÉRIE FOTOGRÁFICA DA EXPOSIÇÃO EM ANTROPOLOGIA VISUAL DO 3º CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANTROPOLOGIAS DO SUL 2026
SERIE FOTOGRÁFICA 1
Título / Título «Religiosidad popular en México» (2025)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía: Carla Angelini (LAR/Unicamp, Brasil)
Carla Angelini es investigadora y fotógrafa interesada en las intersecciones entre política, salud y religión en América Latina y el Caribe. Su trabajo articula investigación académica y producción visual, con foco en las narrativas estético-políticas en el espacio público y las prácticas de vida cotidiana.
Grau acadêmico / Grado académico: Mestra em Ciência da Religião- PUC SP
Gênero / Género: femenino
Cor/raça/etnia – Raza/Etnia/Color: branca
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Esta serie explora las múltiples formas de la religiosidad popular en México a través de escenas cotidianas donde lo sagrado y lo profano conviven. Desde mercados y espacios de trabajo hasta calles y altares domésticos, las imágenes revelan prácticas de fe encarnadas en lo diario, atravesadas por la memoria, la protección y la identidad. La presencia simultánea de figuras como la Virgen de Guadalupe y la Santa Muerte evidencia tensiones, sincretismos y continuidades que configuran una espiritualidad situada, viva y profundamente vinculada a los territorios y a las experiencias sociales.
Data de envio /Fecha de envío: 16/04/2026
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- 1. Virgen de Guadalupe en el mercado. Altar dedicado a la Virgen de Guadalupe en el mercado de Coyoacán. Ciudad de México.
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- 2. Altar a la Santa Muerte en espacio urbano Representación de la Santa Muerte en la vía pública, en cercanías al Zócalo, Ciudad de México.
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- 3. Carne y religión Carnicería en Oaxaca donde conviven herramientas de trabajo con imágenes religiosas, evidenciando la sacralización de lo cotidiano.
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- 4. Altar urbano doméstico Pequeño altar urbano con la Virgen de Guadalupe, instalado en una vereda, rodeado de plantas y luces, como expresión de devoción barrial.
SERIE FOTOGRÁFICA 2
Título / Título «(Entre)tempos do sagrado» (2025)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía: Daniel Arrebola (Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil)
Pós Doutorando junto ao departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (DAA/UFMG, 2026). Doutor em Ciências Sociais (PPGCS/UFES, 2024). Mestre em Políticas Sociais (PPGPS/UENF, 2020), onde se tornou colaborador da Unidade Experimental de Imagem e Som – UESI. Produtor e curador em artes visuais e produção audiovisual desde 2013, sendo Fundador da produtora Voz e Vento Produções (2024). Membro do projeto Imagens do Povos de fotografia popular.
Grau acadêmico / Grado académico: Doctorado
Gênero / Género: masculino
Cor/raça/etnia – Raza/Etnia/Color: branco
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): O ensaio nasce de uma pesquisa etnográfica realizada desde 2018 junto a guardas de Congado do município de Dores do Indaiá, centro oeste mineiro, construída por meio de acompanhamento de preparativos rituais que produzem esta grande Festa. O trabalho articula antropologia visual e do tempo, problematizando a separação entre representação e presença. As fotografias não pretendem “capturar” o ritual, mas participar de sua circulação simbólica, reconhecendo que os santos, os objetos e os corpos atuam conjuntamente na produção da Festa. Trata-se de uma reflexão sobre imagem, agência e tempo, construída em diálogo com os saberes tradicionais dos dorenses.
As escolhas técnicas foram, após muitas experimentações, as que evidenciaram como o movimento melhor apresentava as várias temporalidades produzidas pela agência das imagens dos santos. A opção pela técnica do panning é uma escolha metodológica. Ao acompanhar o deslocamento dos corpos e deixar que o fundo se dilua, a imagem inscreve visualmente o conceito de tempo espiralar de Leda Maria Martins: a ancestralidade não está no passado, mas atravessam o presente como força ativa. O borramento não sugere perda de forma, mas densidade temporal das muitas camadas de signos que inscrevem a Festa do Congado, ou Festa do Rosário; já a permanência relativa dos capitães, dançantes e das imagens sacras, bandeiras ou outros elementos simbólicos apontam para a agência contínua do sagrado na condução da manifestação.
Data de envio /Fecha de envío: 17/04/2026
SERIE FOTOGRÁFICA 3
Título / Título «TERRITÓRIO COSMOLÓGICO E CULTURA MATERIAL ENTRE INDÍGENAS NO ALTO SERTÃO DE ALAGOAS» (2017)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía: José Moisés de Oliveira Silva (Universidade Federal do Pará-UFPA, Brasil)
Moisés Oliveira, antropólogo, graduado em ciências sociais e mestre em antropologia social pela Universidade Federal de Alagoas-UFAL e doutor em antropologia pela Universidade Federal do Pará-UFPA.
Grau acadêmico / Grado académico: Doutorado
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Ensaio resultado de construção de tese junto aos Jiripankó, Kalankó, Katokinn, Karuazú e Koiupanká, intitulada “A Semente, a Árvore e o Encantado: um estudo da ontologia indígena no Alto Sertão de Alagoas”, onde a ideia de árvore encontra uma dimensão maior que a genealógica ou mesmo botânica, é ontológica, predominantemente vegetal, uma árvore que é composta por pessoas, sementes minerais e seres encantados, expressando uma rede de sentidos conectada ao território cosmológico, e a dimensão cultural de um povo que habita, principalmente, o bioma caatinga.
Fotografias feitas em trabalho de campo antropológico compondo a tese intitulada “A Semente, a Árvore e o Encantado: um estudo da ontologia indígena no Alto Sertão de Alagoas”.
Data de envio /Fecha de envío: 25/04/2026
SERIE FOTOGRÁFICA 4
Título / Título «Broderagem sob os trópicos: a construção de masculinidades pautadas no desejo oculto» (2022)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía: Cami Santos Dias (Universidade Federal da Integração Latino-Americana, Brasil)
Me chamo Cami, sou pernambucana e formada em Jornalismo com Especialização em Narrativas Contemporâneas da Fotografia e do Cinema pela Universidade Católica de Pernambuco. Atualmente sou discente do Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada (PPGLC) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Como artista visual, me proponho a pensar o lugar dos corpos dissidentes e seus tensionamentos através de pesquisas que envolvem a fotografia, experimentos audiovisuais e fragmentos textuais.
Grau acadêmico / Grado académico: Mestranda do PPGLC
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio):
«Era o mês de março
O calor tomava conta dos corpos
Vento forte, água salgada, areia branda
Assim era a vida nos trópicos.
Uma trilha entre pedras e árvores
Escondia um segredo
No topo da colina
Uma vista estonteante
E corpos sedentos
Pelo prazer oculto».
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O ensaio visual Broderagem sob os trópicos (2021) tem como mote debater a construção das masculinidades, seus desdobramentos e atualizações de práticas sexuais dissidentes na contemporaneidade. O termo broderagem é empregado para denominar práticas sexuais entre homens que renegam demonstrações comportamentais de ordem afetiva, sendo este relegado ao universo feminino e/ou à bicha afeminada. Para este ensaio, acompanhei durante alguns dias estas práticas sexuais no litoral sul da Paraíba, no município de Conde.
Fotografias analógicas em 35mm. Reveladas em laboratório caseiro. Ano de 2022.
Data de envio /Fecha de envío: 27/04/2026
SERIE FOTOGRÁFICA 5
Título / Título «En la Frontera Aymara Carangas» (2021)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía: Daniella Jofré Poblete (Universidad de Chile, Chile, Bolivia)
Daniella Jofré es arqueóloga con larga trayectoria en los Andes de Chile, Perú, Bolivia y Argentina. Desde el 2019 es Profesora Asistente en el Departamento de Antropología de la Universidad de Chile. Sus temas de investigación son arqueología de la frontera, patrimonio y Pueblos Indígenas, memoria y reparación histórica.
Grau acadêmico / Grado académico: PhD
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Este proyecto fotográfico es resultado de mi experiencia de trabajo cruzando la frontera altoandina (Chile-Bolivia) con el programa de investigación Redes Andinas (2019-2022), donde participamos con comunidades Aymara Carangas en excavaciones arqueológicas realizadas cerca de localidades de Macaya y Cosapa.
https://redesandinas.hypotheses.org/
Data de envio /Fecha de envío: 11/05/2026
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- 2. La arqueóloga Cecilia Ganem tomando una foto de wilancha o sacrificio de llamas con comunidades Aymara en Cosapa, Bolivia.
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- 3. Wilancha o sacrificio de llamas en la cima del cerro de Changamoqo con comunidad de Cosapa y equipo de Redes Andinas.
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- 4. Las arqueólogas Daniella Jofré y Cecilia Ganem cargadas de bebestibles para ofrendar en ceremonia de Changamoqo, Bolivia.
SERIE FOTOGRÁFICA 6
Título / Título «Corpo-arquivo e quilombo estético: visualidades da Umbanda de Almas e Angola em Santa Catarina» (Brazil, 2025)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía:
William Ferreira dos Santos (público externo, Brazil)
Grau acadêmico / Grado académico: pós Graduação incompleta
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): A série fotoetnográfica investiga a visualidade da Umbanda de Almas e Angola em Santa Catarina como prática anticolonial de memória e permanência afrobrasileira. Realizadas em terreiros da Grande Florianópolis, as imagens acompanham corpos em rito, guias, vestimentas, altares, danças, bênçãos, alás, saídas de camarinha e paisagens de água como formas de transmissão ancestral. Ao tomar o terreiro como corpo-arquivo e quilombo estético, o ensaio tensiona o apagamento das presenças negras no estado e reconhece a imagem como campo de escuta, cuidado e conhecimento.
Data de envio /Fecha de envío: 22/05/2026
SERIE FOTOGRÁFICA 7
Título / Título «Encontro de Carros de Boi – festa e resistência em Cururupu/Maranhão» (Brazil, 2017)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía:
Edilson de Jesus Sá (Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC)
Doutorando em Antropologia Social/PPGAS, UFSC, Mestre em Cartografia Social/Universidade Estadual do Maranhão e graduado em Ciências Sociais/Universidade Federal do Maranhão.
Grau acadêmico / Grado académico: doutorando Programa de Pós-graduação em Antropologia Social – PPGAS/UFSC
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Imagens feitas durante a edição do Encontro de Carros de Boi, em Cururupu, município no litoral nordeste do Maranhão. A festa foi o tema de pesquisa de dissertação defendida em 2022. Manifestção que reuniu mais de 60 carreiros de 20 comunidades locais, algumas remanescentes de quilombo, outras tradicionais. Pesquisamos as dimensões politicas e religiosas que envolvem o carro de boi, reunindo catolicismo popular e religiões de matriz africana em um município que possui população de pretos e pardos maior que 80%. Tradição, fé e uma reunião de saberes e fazeres que compõem o carreiro e a relação muito particular que tem com seus animais.
Fotos feitas com celular.
Data de envio /Fecha de envío: 25/05/2026
SERIE FOTOGRÁFICA 8
Título / Título «“Las piedras que traían los indios”: fotografías de operarios de la construcción en la obra municipal (2023) del Casco Histórico de Córdoba» (Argentina, 2023)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía:
Sol Pérez (Ciffyh Ffyh UNC)
Es licenciada en Antropología por la Universidad Nacional de Córdoba, fotógrafa e investigadora. Integra el proyecto de investigación “Desigualdades sociales y disputas por la producción, reproducción y apropiación de los espacios urbanos del Gran Córdoba”, radicado en el Centro de Investigaciones “María Saleme de Burnichon” (FFyH-UNC). Su trabajo articula antropología visual, etnografía urbana, fotografía documental, con producciones y exposiciones en ámbitos académicos y artísticos.
Grau acadêmico / Grado académico: Licenciada en Antropología
OJO, NO PUDE INSERTAR DOS: Ordem das fotografias e legenda, se houver/ Orden de las fotos y subtitulos:
NO PUDE INSERTAR FOTOS 2 Y 4
Foto 2. «Rana», operario de la construcción, contempla el muro de la Catedral de Córdoba durante un breve descanso. Instantes de una charla con sus compañeros sobre los sentidos, la historia y las complejidades de trabajar en la construcción.
Foto 4. Cuerpos en acción y tracción a sangre: ante la imposibilidad de utilizar máquinas para la instalación del tendido de gas sobre calle 27 de Abril, el trabajo cooperativo y la fuerza comunitaria de los operarios se vuelven el único motor de la obra.
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Tras revisar las narrativas visuales sobre los cuerpos de lxs operariox en Córdoba, utilicé la fotografía en mi tesis de Antropología para indagar quiénes producen el patrimonio en el Casco Histórico, registrando las obras de la municipalidad (PRIAC, 2023-2024). Ante la Catedral, un operario exclamó a sus compañeros: “esas piedras las traían los indios y los negros». Este indicio disparó preguntas sobre las continuidades en el mundo del trabajo. Frente al borramiento estatal y los guiones museísticos inmutables, buscamos visibilizar cómo ese pasado originario y subalterno cobra densidad histórica, plasmando sus desigualdades en las corporalidades y rostros de los obreros contemporáneos.
Dicha serie fotografica fue registrada a partir del 8 de agosto del 2023 y comienzos del 2024. Los operarios que se ven en las imágenes han dado su consentimiento de palabra y firma por escrito.
Link para acesso às fotografias / Enlace web para acceder a las fotos:
https://drive.google.com/drive/folders/1SqPrBxuBtG3KmWrbaLGfgUGH9RMJDVwj?usp=sharing
Data de envio /Fecha de envío: 27/05/2026
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- Foto 1. Operarios de la construcción trabajando sobre la calle 27 de Abril, durante las tareas de descubrimiento de las vías del viejo tranvía de la ciudad de Córdoba.
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- Foto 3. Operarios de la construcción trabajando en el Casco Histórico frente a la Catedral, el Cabildo y la plaza principal de la ciudad de Córdoba.
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- Foto 5. El ritual esperado: operarios de la construcción compartiendo el clásico asado de los viernes. Este almuerzo colectivo, financiado mediante la recolección y venta de materiales de bronce recuperados durante las excavaciones, constituye el principal momento recreativo y de distensión de la semana en el Casco Histórico.
SERIE FOTOGRÁFICA 9
Título / Título «Ciudad de Almas» (Perú, 2016)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía:
Wilder Samuel Ramos Ochoa (Universidad Nacional Autónoma de Bellas Artes del Perú)
Bachiller en Artes Plásticas y Visuales de la Universidad Nacional Autónoma de Bellas Artes del Perú. Posgrado Internacional en Políticas Culturales de Base Comunitaria FLACSO-Argentina (2024). Integrante del colectivo C.H.O.L.O. Mención Honrosa en «Expresiones Artísticas» del Premio Nacional de Ciudadanía Ambiental – Ministerio del Ambiente (2013). Finalista “4º Concurso de Fotografía Antropológica” INAPL-Argentina (2016). Finalista “Concurso fotográfico #LimaIndígena” CHIRAPAQ-Lima (2017).
Grau acadêmico / Grado académico: postgraduado
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Existe un lugar ubicado en las periferias de la ciudad de Lima en donde vivos y difuntos conviven diariamente. Entre los cerros, el mar y las casas de los pobladores, una huaca milenaria (*) cobija en sus entrañas, desde tiempos ancestrales, un cementerio popular en donde niños y niñas, en su gran mayoría, se encuentran sepultados. La vida diaria de migrantes provenientes de las regiones andinas y residentes cercanos a la huaca continúa con sus costumbres y tradiciones, rescatando una convivencialidad comunitaria. Pasado, presente y futuro cohabitan relacionalmente.
Fotografía digital
(*) Huaca-Cerro La Regla
Data de envio /Fecha de envío: 27/05/2026
SERIE FOTOGRÁFICA 10
Título / Título «Defender a casa comum: a luta por reparação e justiça dos povos indígenas atingidos pelo rompimento da barragem da VALE, em Brumadinho (MG)» (Brasil, 2023-2024)
Autor/a das fotografias / Autor/a/e de la fotografía:
Breno Botelho (Universidade Federal do Rio de Janeiro/PPGAS-Museu Nacional)
Antropólogo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA-MDA); doutorando em Antropologia Social (UFRJ); mestre em Sociologia (UFF); graduado em Ciências Sociais (UFRJ). Pesquisador do Laboratório de Antropologia do Lúdico e do Sagrado (Ludens – Museu Nacional). Atua nas linhas de pesquisas interconexas de religião e política, povos e comunidades tradicionais, crise climática e processos de transformação social.
Grau acadêmico / Grado académico:Doutorando
Sinopse, com até 700 caracteres com espaço / Sinopsis (hasta 700 caracteres con espacio): Em 25 de janeiro de 2019 a barragem de rejeitos de mineração da VALE S.A. rompeu em Brumadinho (MG) matando 272 pessoas e produzindo uma devastação socioambiental na bacia do rio Paraopeba. Este ensaio evidencia as comunidades indígenas atingidas e sua luta por reparação e justiça. Os eventos retratam o cotidiano de violações continuadas pelo contexto da mineração no território, como o derrame do pó de minério que contamina todo o entorno do percurso dos trens da mineração e a necessidade de fornecimento de água mineral em face da contaminação do Rio Paraopeba após o rompimento, bem como a mobilização dos povos indígenas atingidos na V Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho (2024).
As imagens fazem parte de uma pesquisa de doutorado em Antropologia Social, em andamento, sobre o chamado novo ambientalismo católico, que em contexto de crise climática se referencia pela noção de Ecologia Integral. Por meio dessa pesquisa estabeleci trabalho de campo residindo por um ano em Brumadinho -MG (2023-2024) acompanhando a Região Episcopal Nsa. Sra. Do Rosário (RENSER) criada após e em função do rompimento da barragem de rejeitos, em 2019, com o intuito de atender e articular a população atingida de Brumadinho e entorno.
A Romaria Pela Ecologia Integral a Brumadinho, organizada anualmente pela RENSER, se constituiu como um momento privilegiado de ocupação do espaço público de Brumadinho, nos termos de uma caminhada ritual (SANCHIS, 1999), que articula religião e política, com a participação de movimentos sociais, familiares de vítimas, religiosos, ativistas e citadinos em denúncia aos crimes cometidos pela mineração.
Nela, também os povos e comunidades tradicionais marcam presença, publicizando as violências por eles sofridas e estandardizando suas reivindicações. Este ensaio põe em evidência a luta e a mobilização dos povos das retomadas Pataxó, Pataxó Hã-hã-hã-hãe, Xucuru-Kariri e Kamakã Mongoió da região.
Este trabalho de campo foi viabilizado com financimantos do PPGAS-Museu Nacional (edital interno de auxílio a campo) e Wenner Gren Foundation for Anthropological Research (Wasdworth fellowship, via acordo com o PPGAS, Museu Nacional, UFRJ).
Data de envio /Fecha de envío: 28/05/2026
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- Foto 01: Cacica Angohó, da aldeia Katurama dos povos Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe. Percorrendo junto a cacica as estruturas da mineração que circundam o território de seu povo, em dado momento a liderança se abaixa, pega um punhado de pó de minério de ferro — que, transportado diariamente pelos trens da mineração, se espalham por todo o entorno – estica os braços em minha direção e pede: tira uma foto.
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- Foto 02: Galões de água para consumo da Aldeia Naô Xohã . A aldeia Naô Xohã, dos povos Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe localizada as margens do rio paraopeba, à jusante do rompimento, foi a mais atingida. Ente sagrado e importante meio de subsistência desses povos, o rio Paraopeba foi severamente contaminado após o rompimento, comprometendo a saúde e a reprudução dos ritos sagrados na aldeia. Sem acesso a água, a comunidade se tornou dependente do envio de remessas de galões de água potável, pago pela mineradora como parte do acordo de reparação firmado com as instituições de justiça, até que um novo território habitável, pleiteado pela comunidade, seja fornecido pela empresa.
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- Foto 03: Todos os povos se encontram na romaria. Lideranças de todas as aldeias de Brumadinho e região reunidos no Santuário da RENSER, de onde saiu a V Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho que ocorre anualmente aos dias 25 de Janeiro, data do rompimento da barragem. A Romaria é uma das raras ocasiões em que representantes de todas as retomadas indígenas existentes no território da bacia do Paraopeba, e atingidos pelo rompimento ou pela atividade minerária da região, conseguem se encontrar, constituindo-se como espaço privilegiado para a articulação e visibilização da luta dos povos indígenas.
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- Foto 04: Coletiva de imprensa. Cacique Sucupira, da aldeia Naô Xohã, retomada dos povos Pataxó e Pataxó Hã-hã-hãe, a mais atingida pelo rompimento, durante coletiva de imprensa que abre as atividades da Romaria. Em sua fala, o cacique ressalta as violações continuadas cometidas pela mineradora contra seu povo, que permanece vivendo no território contaminado pelo rejeito.
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- Foto 05: Ato dos povos indígenas no percurso da Romaria. Após a realização da coletiva de imprensa e celebração de uma missa de abertura, os romeiros percorrem as ruas de Brumadinho saindo do santuário até o letreiro da cidade. Ao lado do cacique e lideranças da aldeia Arapoã Kakya, retomada dos povos Xucuru Kariri, em Brumadinho, a deputada federal indígena, por Minas Gerais, Célia Xakriabá, participa da caminhada da Romaria pela Ecologia Integral a Brumadinho. As lideranças carregam uma faixa produzida pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organismo da ação social católica que acompanha e articula os povos indígenas na região.































