GT presencial 7 Antropología urbana experimental

Título: "Antropología urbana experimental: diálogos transdisciplinarios, movilidades y tensiones"

Coordinación / Coordenação

Dra. Francisca Márquez (Universidad Alberto Hurtado, Chile)

Mag. Jéssica Andrade (Universidade de São Paulo, Brasil)

Moderación / Moderação

Dr. José Luís Abalos Júnior (Universidade Federal de Rio Grande, Brasil)

Resumen / Resumo

En el marco del 3er Congreso Internacional de Antropologías del Sur 2026, este Grupo de Trabajo ALA propone abrir un espacio de diálogo transdisciplinar orientado a explorar formas experimentales de comprender, investigar e intervenir en la ciudad contemporánea desde las Antropologías del Sur. Partimos de la premisa de que las ciudades del Sur global constituyen territorios atravesados por múltiples crisis – económicas, climáticas , políticas, epistemológicas y afectivas – que tensionan las formas tradicionales de producción de conocimiento. En este contexto, proponemos una antropología urbana experimental que desborde los límites disciplinares, teóricos y metodológicos clásicos, incorporando prácticas como la etnografía sensorial, la experimentación audiovisual, la cartografía crítica, la escritura especulativa y el trabajo con objetos y materialidades urbanas. Este GT busca contribuir a la construcción de nuevos abordajes, como por ejemplo: los mapas cognitivos y sensibles que permitan interpretar las transformaciones urbanas en el marco de la crisis del sistema-mundo contemporáneo, cuestionando las epistemologías occidentales dominantes y abriendo espacio a formas de conocimiento situadas, encarnadas y plurales.

Ponencia / Apresentação. Título: "Práticas rurais em solo urbano: Política pública e cotidiano para retomada da agricultura na periferia de Guarulhos-SP"

AUTORÍA: Mestrando Henrique Costa da Silva Freitas (Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo, Brasil)

RESUMEN / RESUMO: De forma experimental, este trabalho, uma dissertação em andamento, analisa a incorporação da agricultura no contexto urbano como prática de preservação ambiental, assim recuperando solo, promovendo espaços permeáveis e fomentando a biodiversidade na periferia de Guarulhos-SP. A pesquisa, situada no bairro dos Pimentas, acompanha atores de instituições públicas e de uma associação de moradores, correlacionando política pública com o cotidiano vivido. O território em questão apresenta poucos espaços livres e os que existem situam-se, em sua maioria, nas faixas não edificadas por onde passam infraestruturas de energia e combustível. Essas áreas são comumente usadas para descarte irregular de resíduos, tanto pela escassez de serviços públicos de coleta na periferia, como pelo aparente vazio que essas faixas parecem impor à paisagem. Análises cartográficas mostram que tais infraestruturas vem de longe e cortam a região metropolitana, abastecendo o aeroporto e as regiões centrais, enquanto deixam nas periferias os impactos de sua passagem: solo poluído, sensação de obstáculo e a possibilidade de precarização da vida cotidiana. No entanto, o cotidiano revela agência. Moradores e funcionários públicos engajam-se em práticas de recuperação e ocupação dessas áreas por meio da agricultura. Acompanhando a associação Coletivo Raiz e suas retomadas de plantio em um linhão de transmissão de energia, a etnografia observa formas de habitar (com práticas rurais que o planejamento urbano hegemônico ignora) o que à primeira vista é um obstáculo. O trabalho combina etnografia engajada com análise cartográfica, buscando tensionar os limites entre o rural e o urbano, as agências de indivíduos e instituições, o que pode ser obstáculo e o que pode ser vida. Ao fazê-lo, propõe que a agricultura urbana, quando encarnada em práticas cotidianas e articulada a políticas públicas sensíveis ao território, pode operar como um dispositivo experimental de planejamento urbano a partir da periferia.

Ponencia / Apresentação. Título: "Experimentações urbanas: cartografias e percursos etnográficos em Pelotas e Rio Grande (RS)"

AUTORÍA: Dra. Andressa Nunes Soilo (Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Brasil), Mestranda Eduarda Mensch (Universidade Federal de Pelotas-UFPel, Brasil)

RESUMEN / RESUMO: Esta apresentação discute a experimentação metodológica na antropologia urbana a partir do diálogo entre uma pesquisa etnográfica sobre circuitos de lazer universitário em Pelotas (RS) e experiências de cartografia afetiva desenvolvidas pelo Grupo de Investigação em Antropologia Urbana e Visual (NaUrbe/FURG), em Rio Grande (RS). Em ambos os contextos, a cartografia deixa de atuar apenas como instrumento de representação para constituir-se como um dispositivo de investigação que possibilita novas formas de perceber, experienciar e interpretar a cidade. Na pesquisa realizada em Pelotas, a cartografia surgiu inicialmente como uma estratégia de visualização dos circuitos observados etnograficamente. Contudo, sua elaboração permitiu visualizar conexões, fluxos e trajetórias que não emergiam com a mesma intensidade no trabalho de campo, evidenciando os vínculos entre universidade, lazer e cidade produzidos pelos deslocamentos dos estudantes. Já nas experiências desenvolvidas pelo NaUrbe, a cartografia afetiva permitiu explorar a cidade de Rio Grande através de memórias e experiências sensíveis, ampliando a visibilidade das dimensões afetivas, relacionais e territoriais que atravessam a vida urbana. O diálogo entre essas experiências aponta para o potencial da cartografia como prática metodológica na investigação antropológica. Ao articular o mapeamento às percepções produzidas no trabalho etnográfico, essa prática possibilita uma leitura ampliada do espaço urbano, evidenciando dimensões afetivas, relacionais e territoriais da vida urbana em movimento, bem como suas transformações ao longo do tempo. Mais do que registrar percursos ou representar espaços, a prática cartográfica permite acompanhar processos de territorialização, mobilidade e pertencimento, tornando visíveis aspectos da experiência urbana que, muitas vezes, escapam às abordagens convencionais. Desse modo, argumenta-se que a cartografia se configura como uma metodologia sensível e situada, capaz de produzir olhares alternativos sobre o espaço urbano e ampliar as formas de conhecer as cidades contemporâneas, evidenciando o potencial da experimentação metodológica na investigação antropológica da vida urbana.

Ponencia / Apresentação. Título: "Habitar el subsuelo. Anamorfosis de la penumbra"

AUTORÍA: Lcdo. Gabriel Marin (Universidad Alberto Hurtado, Chile), Dra. Francisca Márquez (Universidad Alberto Hurtado, Chile)

RESUMEN / RESUMO: Se propone una exploración antropológica experimental de la ciudad de Santiago de Chile desde su dimensión menos visible: el subsuelo. Entendido como un palimpsesto de infraestructuras, memorias históricas y prácticas sociales contemporáneas, el subsuelo aparece no como un vacío, sino como un territorio activo, habitado y cargado de significados que tensiona y reconfigura la vida urbana en la superficie . El principal aporte del proyecto radica en su enfoque metodológico experimental y multimodal, que busca superar las limitaciones de la etnografía tradicional para dar cuenta de espacios opacos, fragmentarios y sensorialmente complejos. En lugar de privilegiar exclusivamente el texto escrito, la investigación propone una etnografía urbana experimental que combina observación participante, entrevistas en profundidad y recorridos situados (“go-alongs”) con una serie de registros audiovisuales y sensoriales: fotografía etnográfica, grabaciones sonoras, video y cartografías interactivas. Este enfoque permite captar no solo las prácticas sociales, sino también las atmósferas, acústicas, ritmos y percepciones que configuran la experiencia del subsuelo. La metodología es multisituada, abarcando distintos tipos de espacios subterráneos (metro, alcantarillado, sitios patrimoniales y espacios de ocio), y se estructura en etapas que integran exploración documental, trabajo de campo, registro multimodal y análisis cualitativo asistido por software. Un elemento clave es la producción de dispositivos de conocimiento híbridos, como mapas georreferenciados que superponen capas de información (infraestructura, memoria, usos sociales) y productos audiovisuales que no solo ilustran, sino que participan activamente en el proceso analítico. Este enfoque permite comprender el subsuelo como una experiencia sensible y relacional, donde lo visual deja de ser dominante y se integran otros registros perceptivos (sonido, oscuridad, textura, humedad), abriendo así nuevas formas de conocimiento antropológico. Al mismo tiempo, la dimensión experimental implica una apuesta por formas de investigación colaborativas, creativas y públicas, capaces de dialogar con audiencias más allá de la academia. En síntesis, la ponencia muestra el subsuelo urbano, y lo convierte en un laboratorio metodológico, desde el cual repensar la etnografía contemporánea y sus modos de representación, proponiendo una antropología capaz de habitar —y no solo describir— las penumbras de la ciudad.

Ponencia / Apresentação. Título: "Caminhada arqueológica como experiência urbana na Cidade do México e em São Paulo: atravessar tempos, acessar cotidianos, registrar imaginários"

AUTORÍA: Dr. Ricardo Luis Silva Centro Universitário SENAC, Brasil)

RESUMEN / RESUMO: Este trabalho se configura como o registro cartográfico de duas experiências realizadas em cidades latinoamericanas, Cidade do México (2022) e São Paulo (2024) no âmbito do programa Caminhadas Arqueológicas, proposta de investigação e leitura urbana do Estudio Ceda el paso. Este programa busca entrelaçar à experiência sensível e corporificada do caminhar um conjunto de fundamentos epistemológicos e pragmáticos advindos da Antropologia, Arquitetura e Arqueologia.  O Caminhadas Arqueológicas não repousa em um esgotamento informativo da região sobre a qual se caminha, tão pouco visa limitar a observação do participante a notar no espaço uma única temática. Seu objetivo consiste em disponibilizar o corpo, o olhar e os sentidos para a percepção das múltiplas camadas que constituem, em simultaneidade, o espaço urbano e as suas relações e elementos constitutivos. Seja por meio das temporalidades que ali se cruzam, seja através das múltiplas formas de sociabilidades e manifestações culturais que ali se dão; dos atores sociais que ali vivem, ocupam, trabalham, transitam; das edificações em ruínas, das novas, das que resistem, da presença-ausência de determinadas corporeidades e dos agenciamentos preteridos para a região por parte do poder público.