En esta página compartiremos las Mesas Redondas centrales, organizadas por el Comité Académico y Comité Local del 3er Congreso Internacional de Antropologías del Sur 2026. Podrá visualizar las mesas en el siguiente orden: primero, las Mesas Redondas presenciales y, segundo, las Mesas Redondas virtuales. Podrá conseguir por día, hora y modalidad. / Nesta página, compartilharemos as Mesas-Redondas centrais, organizadas pelo Comitê Acadêmico e pelo Comitê Local do 3º Congresso Internacional de Antropologias do Sul de 2026. Você pode visualizar as mesas na seguinte ordem: primeiro, as Mesas-Redondas presenciais e, em seguida, as Mesas-Redondas virtuais. Você pode pesquisar por dia, horário e formato.
Mesas Redondas centrales modalidad presencial / Mesas-Redondas presenciais
Día 1: Miércoles 04/11/2026 / Dia 1: Quarta-feira, 04/11/2026
Mesa Redonda 1 presencial de Asociaciones Profesionales: «Reflexiones en torno a las Antropologías del Sur y los contextos cambiantes» / Mesa Redonda 1 presencial de Associações Profissionais: «Reflexões sobre as Antropologias do Sul e os contextos em transformação»
Horario / Horários: 10:30-12:00 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: Auditorio UNILA Jardim Universitario
RESUMEN: En el marco del 3er. Congreso Internacional de Antropologías del Sur, se propone esta mesa como un espacio de articulación político-gremial en la cual participan diversas organizaciones que representan a lxs profesionales de la antropología en la región. Frente a un contexto de precarización laboral, desregulación del ejercicio profesional y de disputas por la legitimidad de nuestro quehacer, esta instancia busca construir una agenda común latinoamericana que fortalezca el rol de las asociaciones como garantes de la ética, la calidad y la defensa del campo profesional desde una perspectiva situada en el Sur. Entre las temáticas a intercambiar proponemos:
Regulación y jerarquización del ejercicio profesional.
Situación legal del ejercicio en cada país. Colegiatura, leyes de ejercicio profesional, incumbencias.
Estrategias frente al intrusismo y a la desprofesionalización.
Condiciones laborales y precarización: El trabajo antropológico en el Estado, la academia, el peritaje judicial, la consultoría y el tercer sector.
Ética profesional desde el Sur: Revisión y armonización de códigos de ética. Protocolos frente al extractivismo de datos, el consentimiento informado en contextos de asimetría y la relación con pueblos indígenas y comunidades.
Estrategias de articulaciones necesarias entre Latinoamérica y el Caribe: Observatorio regional del quehacer antropológico y articulaciones futuras.
RESUMO: No âmbito do 3º Congresso Internacional de Antropologias do Sul, este painel se propõe como um espaço de colaboração política e profissional, reunindo diversas organizações que representam profissionais da antropologia na região. Diante de um contexto de insegurança laboral, desregulamentação da prática profissional e disputas sobre a legitimidade do nosso trabalho, este fórum busca construir uma agenda latino-americana comum que fortaleça o papel das associações como garantidoras da ética, da qualidade e da defesa da área profissional a partir de uma perspectiva situada no Sul Global. Entre os temas a serem debatidos estão:
Regulamentação e estrutura hierárquica da prática profissional.
Status legal da prática profissional em cada país. Registro profissional, leis que regem a prática profissional, âmbito de atuação.
Estratégias para lidar com a usurpação e a desprofissionalização da profissão.
Condições de trabalho e precariedade: Trabalho antropológico no setor público, na academia, na perícia forense, na consultoria e no terceiro setor.
Ética profissional a partir do Sul Global: Revisão e harmonização de códigos de ética. Protocolos para abordar a extração de dados, o consentimento informado em contextos de assimetria e as relações com povos e comunidades indígenas.
Estratégias para colaborações necessárias entre a América Latina e o Caribe: um observatório regional de práticas antropológicas e futuras colaborações.
Día 2: Jueves 05/11/2026 / Dia 2: Quinta-feira, 05/11/2026
Mesa Redonda 2 presencial: “Maestros y maestras del conocimiento y las prácticas tradicionales / Mestres e Mestras de Saberes e Práticas Tradicionais”
Horario / Horários: 14:00-15:30 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: Auditorio UNILA Jardim Universitario
Participantes:
Coordenadora: Leticia Oliveira Mendes
Moderador: Daniel Alejandro
Mestre em Saberes Indígenas: Nazane Martins (Cacica)
Mestre em Saberes Afro-Diaspóricos: Angela e Elias (Terreiro)
Mestra em saberes populares: Dona Maria (quilombo)
RESUMEN: Este Grupo de Trabajo propone un espacio para el diálogo crítico y decolonial fundamentado en las Antropologías del Sur. El objetivo central es confrontar las crisis contemporáneas del sistema-mundo moderno-colonial mediante la valorización del saber ancestral, las prácticas comunitarias y los procesos de reexistencia en Abya Yala.
El panel se centra en la relación entre territorio, poder e interseccionalidad, destacando el protagonismo de los pueblos indígenas, las comunidades quilombolas y los movimientos sociales contra el modelo extractivista neoliberal. Se priorizan las metodologías comprometidas y participativas que buscan la justicia epistémica y la construcción de alternativas civilizatorias que defiendan la vida humana y la naturaleza.
Temas principales:
Conflictos socioambientales y poder territorial.
Confrontar el racismo religioso.
Autogestión y ecologías contracoloniales.
RESUMO: Este Grupo de Trabalho propõe um espaço de diálogo crítico e decolonial fundamentado nas Antropologias do Sul. O objetivo central é enfrentar as crises contemporâneas do sistema-mundo moderno-colonial através da valorização de saberes ancestrais, práticas comunitárias e processos de re-existência em Abya Yala.
A mesa foca na relação entre território, poder e interseccionalidade, destacando o protagonismo de povos indígenas, quilombolas e movimentos sociais contra o modelo neoliberal extrativista. Priorizam-se metodologias engajadas e participativas que buscam a justiça epistêmica e a construção de alternativas civilizatórias que defendam a vida humana e a natureza.
Eixos principais:
Conflitos socioambientais e poder territorial.
Enfrentamento ao racismo religioso.
Autogestão e ecologias contra-coloniais.
Mesa Redonda 3 presencial: “De la transmisión de conocimiento a difusión de conocimiento en tiempos de IA” / Mesa Redonda 3 presencial: “Da transmissão à disseminação do conhecimento na era da IA”
Horario / Horários: 17:30-19:00 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: Auditorio UNILA Jardim Universitario
Día 3: Viernes 06/11/2026 / Dia 3: Sexta-feira, 06/11/2026
Mesa Redonda 4 presencial: «Abordagens nas fronteiras e das fronteiras (Argentina, Brasil e Paraguai): alguns temas, problemas e interlocuções nas pesquisas acadêmicas locais»
Horario / Horários: 14:00-15:30 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: Auditorio UNILA Jardim Universitario
Coordenação: Profa. Dra. Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: O OBJETIVO da mesa é, como o título indica, apresentar pesquisas acadêmicas locais, desenvolvidas por pesquisadores de duas universidades públicas (Unila e Unioeste), sobre temas das fronteiras entre Argentina, Brasil e Paraguai. Esperamos contribuir para compreensão das relações entre estados-nações no Sul Global ao enfocar os problemas, desafios e respostas inventivas que moradores fronteiriços e pesquisadores dessas universidades encontram para a integração, cooperação e interação social transfronteiriças, visíveis nos temas de cada expositor.
Expositores:
EXPOSICIÓN 1: Estudar através da fronteira: educação, deslocamentos e experiências de estudantes brasileiros de Medicina entre Brasil e Paraguai
Dra. Maria Aparecida Webber (UNILA, Brasil)
RESUMO: A expansão da oferta de cursos de Medicina no Paraguai, especialmente nas cidades próximas à fronteira com o Brasil, tem produzido nas últimas décadas intensos deslocamentos de estudantes brasileiros em busca da formação superior. A partir de pesquisa etnográfica com brasileiras e brasileiros que estudam Medicina no Paraguai, esta apresentação propõe refletir sobre a educação como dimensão produtora de mobilidades, relações e experiências fronteiriças. Essas trajetórias, constituídas por movimentos cotidianos, permanências provisórias e redes de relações, articulam projetos individuais e familiares de formação e mobilidade social às assimetrias entre os sistemas educacionais brasileiro e paraguaio, às diferentes formas de acesso ao ensino superior e à constituição de um mercado educacional transfronteiriço. Propõe-se pensar a fronteira não apenas como limite territorial atravessado pelos estudantes, mas como espaço social produzido pelas próprias mobilidades, no qual diferentes regimes institucionais, linguísticos e nacionais são cotidianamente negociados. As trajetórias desses estudantes permitem, portanto, compreender tanto como educação e mobilidade participam da produção cotidiana da fronteira Brasil–Paraguai quanto como a própria condição fronteiriça cria possibilidades específicas de acesso à formação superior e de construção de relações sociais.
EXPOSICIÓN 2: Glotopolíticas do cotidiano na fronteira: as línguas misturadas em experiências migrantes
Profa. Dra. Jorgelina Ivana Tallei (Unila, Brasil)
RESUMO: Esta apresentação discute as glotopolíticas do cotidiano na Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, tomando como eixo as práticas linguísticas e as narrativas de experiências migrantes. Parte-se da compreensão da fronteira não apenas como limite geopolítico, mas como espaço social vivido, produzido por mobilidades, relações de trabalho, vínculos afetivos, desigualdades e negociações permanentes de pertencimento. Nesse contexto, o portunhol e o jopara são abordados como práticas linguísticas situadas, por meio das quais os sujeitos constroem estratégias de comunicação, inserção social, resistência e reconhecimento.
EXPOSICIÓN 3: Escola de Fronteira e Segredo Público
Profa. Dra. Regina Coeli Machado e Silva (Unioeste, Brasil)
RESUMO: Nos últimos anos, acompanho as práticas e saberes de crianças e professores de uma escola pública de ensino fundamental na fronteira entre Ciudad del Este/Paraguai a Foz do Iguaçu/Brasil), em suas relações com pessoas desempenham atividades tipificadas como ilegais (transporte de mercadorias proibidas e acima da cota permitida). Para quem transporta mercadorias, essas atividades são consideradas legítimas, vistas como rotineiras e como um trabalho. Essa injunção entre ilegalidade e legitimidade gera permanentes tensões políticas e jurídicas e dão origem a um tipo de conhecimento social especial, próprio de quem vive na fronteira, que definido como segredo público. A violação das normas é de conhecimento de todos e o fato de não poder ser explicitada testemunha o poder das regulamentações jurídicas e morais inscritas na defesa das fronteiras nacionais, instituindo os limites entre legalidade e ilegalidade. Como a escola não é um mundo a parte, tal segredo público é mediado e compartilhado por todos à medida que, nela, se estabelecem acordos, buscam-se respostas e constituem convivências locais. Como forma institucional, a escola reiteira em suas práticas e saberes tanto a legalidade estatal por meio da forte presença da governabilidade dos programas educacionais nacionais quanto convive com formas de interação e engajamento advindas das injunções entre a legitimidade e a ilegalidade no bairro onde está situada. Ao incluir nesse engajamento transgressões toleradas e incorporadas, embaralham, invertem e revertem os significados e direções dos “ilegalismos” constitutivos no trabalho na fronteira.
EXPOSICIÓN 4: O Direito na Fronteira ou as Fronteiras do Direito: desafios da transfronteirização
Prof. Dr. Gustavo Oliveira Vieira (Unila, Brasil)
RESUMO: A globalização econômica ativou processos de integração regional que ressignificaram as fronteiras, transformando o centro das preocupações estratégico-militares para conexões infraestruturais para logística comercial. Tais novidades borram as linhas limítrofes simbólicas por espaços compartilhados no fenômeno da transfronteirização. Identidades e culturas são atravessadas por vínculos transnacionais e multiculturais. Entretanto, o Direito forjado pelo nacionalismo metodológico passa a ser funcionalmente desafiado quanto à função de delimitar e reforçar a separação territorial para integrar. De que maneira seria possível preservar a funcionalidade do Direito em contextos transfronteiriços e atentos aos desafios da vulnerabilidade social em contextos de presença do crime organizado transnacional?
EXPOSICIÓN 5: A hipermetropia e presbiopia dos estudos sobre segurança e violência nas fronteiras
Prof. Dr. Eric Gustavo Cardin (Unioeste, Brasil)
RESUMO: O predomínio da olhar estatal sobre as fronteiras encontra-se presente no perfil das políticas públicas implementadas, na abordagem beligerante predominante e em um processo contínuo de estigmatização das relações existentes nestas regiões. A ideia ainda não superada de que as fronteiras correspondam ao “fim do mundo”, a “uma terra sem lei”, ao “sertão”, se faz presente no imaginário de parte da população que se encontra distante do cotidiano fronteiriço. No entanto, a presença destes estereótipos pode ser entendida por meio do processo contínuo de reprodução de uma ideologia que propagou e propaga que os desafios da fronteira podem ser recompensados por uma fartura que precisa ser conquistada. Com o perigo vem a superação e o sucesso, onde o mundo desregulamentado pode oferecer oportunidades e riquezas. A visão panorâmica do processo de ocupação e os diferentes conflitos derivados fomentam leituras acadêmicas preocupadas com os “crimes de fronteira” e com os diferentes programas e estratégias de segurança pública. Neste sentido, no interior das universidades observa-se um volume significativo de produção sobre estes temas, pesquisas que buscam inserir as dinâmicas fronteiriças dentro definições pré-elaboradas pelo sistema judiciário ou por diferentes códigos morais. Embora estas leituras ocorram do centro em direção à margem, os estudos sobre segurança pública e violência ganharam força por meio da execução de projetos de pesquisa financiados pelo governo federal e, de certa forma, contaminaram parte da produção local sobre a sua própria realidade, garantido a reprodução da leitura “estadocentrica” mesmo entre aqueles que vivem na e à margem. Neste contexto, a proposta visa remexer os estudos recentes sobre o tema no intuito de salientar a existência de pesquisas que buscam outros caminhos, como, por exemplo, nas pesquisas que estudam os circuitos acompanhando as trajetórias das mercadorias, que analisam as políticas de segurança observando os processos de disciplinarização dos corpos das mulheres nas fronteiras ou, explorando e importância das redes de actantes vivos e não vivos da territorialização migrante nas fronteiras.
Mesa Redonda 5 presencial de la Red de Antropologías del Sur (RedAS): «Las Antropologías del Sur frente a un mundo en conflicto: retos epistemológicos, éticos y políticos» / Mesa Redonda 5 presencial da Rede de Antropologias do Sul (RedAS): «Antropologias do Sul diante de um mundo em conflito: desafios epistemológicos, éticos e políticos»
Horario / Horários: 19:00-20:00 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: Auditorio UNILA Jardim Universitario
Mesas Redondas centrales modalidad virtual / Mesas-Redondas virtuais
Día 1: Miércoles 04/11/2026 / Dia 1: Quarta-feira, 04/11/2026
Mesa Redonda 1 virtual de la Red de Antropologías del Sur (RedAS): «Las Antropologías del Sur frente a un mundo en conflicto: retos epistemológicos, éticos y políticos» / Mesa Redonda 4 virtual da Rede de Antropologias do Sul (RedAS): «Antropologias do Sul diante de um mundo em conflito: desafios epistemológicos, éticos e políticos»
Horario / Horários: 14:00-15:30 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: vía Zoom
Participantes: integrantes de la RedAS
Día 2: Jueves 05/11/2026 / Dia 2: Quinta-feira, 05/11/2026
Mesa Redonda 2 virtual GT ALA: «Antropologías desde el sur: retos epistemológicos, éticos y políticos / Antropologias a partir do Sul: desafios epistemológicos, éticos e políticos»
Horario / Horários: 19:00-20:00 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: vía Zoom
Día 3: Viernes 06/11/2026 / Dia 3: Sexta-feira, 06/11/2026
Mesa Redonda 4 virtual Proyecto Caminos de Abya Yala / Mesa Redonda Virtual 1 Projeto Caminhos de Abya Yala
Horario / Horários: 14:00-15:30 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: vía Zoom
Participantes: integrantes del Proyecto Caminhos de Abya Yala
Mesa Redonda 5 virtual de la Red de Antropologías del Sur (RedAS): «La antropología cubana en perspectiva caribeña: cuerpos, comunidades y diálogos interepistémicos« / Mesa Redonda 5 virtual : «Antropologia cubana a partir de uma perspectiva caribenha: corpos, comunidades e diálogos interepistêmicos«
Horario / Horários: 19:00-20:30 hrs. (Sur de Brasil)
Lugar: vía Zoom
Coordinación: Ernesto Caveda de la Guardia (Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, Brasil); Armando Rangel Rivero (Museo Antropológico Montané, Facultad de Biología, Universidad de La Habana, Cuba)
Intervenciones
Intervención 1. Cruz de Piedra: vida cotidiana, territorio y salud en un asentamiento periférico de La Habana
María Elena Díaz Sánchez¹, Félix Manuel Rosado García¹, Yoandry Alfonso Díaz Fuentes¹, Chiara Trevisan² y Katja Polman²
¹ Instituto Nacional de Higiene, Epidemiología y Microbiología, La Habana, Cuba
² Instituto de Medicina Tropical, Amberes, Bélgica
RESUMEN / RESUMO: La comunidad Cruz de Piedra, ubicada en la periferia suroeste de La Habana, constituye un asentamiento de tránsito donde familias provenientes de diversos municipios capitalinos han sido reubicadas en espera de una solución habitacional definitiva. Aunque concebido como temporal, más de la mitad de las familias ha permanecido allí por más de diez años, transformando el espacio en un territorio vivido donde la precariedad material y la espera prolongada se institucionalizan. El parque inmobiliario deteriorado, las carencias económicas y limitada disponibilidad de servicios dentro del propio asentamiento configuran un entorno de vulnerabilidad estructural que obliga a los residentes a desplazarse cotidianamente para resolver necesidades básicas.
La vida comunitaria, sin embargo, se revitaliza mediante proyectos educativos y artísticos impulsados desde la Secundaria Básica 28 de Enero, que actúan como dispositivos de cohesión social y producción de identidad en un contexto marcado por la fragmentación. El estudio incluyó al 50% de la población (527 personas), con predominio femenino y una presencia significativa de amas de casa y jubilados, lo que revela una estructura laboral atravesada por la informalidad y la desvinculación del empleo estatal. Los niveles educativos muestran un capital cultural heterogéneo, con baja presencia de estudios universitarios.
La evaluación del estado nutricional, realizada según criterios de OMS, evidenció crecimiento normal en niños y adolescentes, en contraste con las condiciones materiales del entorno. En los adultos, la elevada prevalencia de sobrepeso y riesgo cardiometabólico expresa formas contemporáneas de malnutrición vinculadas a desigualdades urbanas, estrés crónico y transiciones alimentarias propias de asentamientos periféricos.
Intervención 2. Siboney de la cultura y ciboney de la etnohistoria: nacionalismo y conflicto interepistémico sobre una comunidad indígena caribeña
Ernesto Caveda de la Guardia (Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, Brasil)
RESUMEN / RESUMO: El término siboney ocupa un lugar singular en la cultura cubana y en la historia de la antropología caribeña. El presente trabajo ofrece un recorrido descriptivo y crítico por sus principales significados, desde el ancestro indígena idealizado por el siboneyismo decimonónico hasta el ciboney histórico documentado por Bartolomé de Las Casas. Examina asimismo la atribución formulada por Mark R. Harrington en 1921, que trasladó el etnónimo a un horizonte arqueológico acerámico y preagrícola, así como su posterior consolidación en las clasificaciones de la arqueología cubana. El contraste entre fuentes coloniales, cultura material, literatura nacionalista e historiografía permite reconstruir los desplazamientos semánticos de la categoría y las dificultades para restituir su referente histórico. Las investigaciones etnolingüísticas recientes han ampliado la discusión hacia Jamaica y Haití, vinculándola con secuencias arqueológicas discutidas también en Cuba. Este itinerario revela un conflicto interepistémico de alcance caribeño, donde una misma denominación articula identidades, clasificaciones y memorias.
Palabras clave: siboneyismo; ciboney; etnohistoria antillana; historia de la antropología; Caribe.
Intervención 3. Estudios de casos sobre investigaciones aplicadas de Antropología biológica en Cuba
Armando Rangel Rivero (Museo Antropológico Montané. Facultad de Biología. Universidad de La Habana, Cuba)
RESUMEN / RESUMO: Las pesquisas sobre Antropología biológica en Cuba han tenido un carácter aplicado. El objetivo del trabajo es describir estudios de caso de investigaciones de diferentes ramas del saber antropológico. Desde las colecciones del Museo Antropológico Montané de la Universidad de La Habana, historiadores, arqueólogos e historiadores del arte, han valorado formal y conceptualmente las piezas existentes que abarcan desde la prehistoria internacional, hasta las correspondientes a los primeros pobladores de Cuba y el Caribe. Ello ha facilitado, además, que los diseñadores, incorporen elementos de las culturas aborígenes en sus propuestas de mobiliario contemporáneo proporcionándole funcionabilidad y estética. Los trabajos de laboratorio, archivos y biblioteca han sido determinantes en los estudios sobre las momias en Cuba, para ello hemos contado con la colaboración de antropólogos forenses, los cuales han laborado también en diversas problemáticas complejas. La Antropología del deporte ha tenido significativos resultados de impacto, así como los temas relacionados con salud y nutrición.
Intervención 4. Biografía de un cimarrón: esclavitud, mestizaje y memoria en la escritura antropológica cubana
Pedro Ascuy (Fundación Fernando Ortiz, Cuba)